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Reino Unido reserva 3 bilhões de libras adicionais para preparar "Brexit"

Londres, 22 nov (EFE).- O ministro da Economia do Reino Unido, Philip Hammond, disse nesta quarta-feira que seu governo reservará 3 bilhões de libras esterlinas (3,3 bilhões de euros) nos próximos dois anos como parte dos preparativos para o "Brexit", que se somam a outros 700 milhões de libras (788 milhões de euros) que já foram destinados para esse fim.

Hammond anunciou a medida ao apresentar seu projeto de orçamento para o exercício fiscal 2018-2019 na Câmara dos Comuns, com o qual pretende "fortalecer a economia" do Reino Unido para enfrentar a saída do país da União Europeia (UE) em 29 de março de 2019.

O ministro conservador disse que, com este orçamento, os britânicos estarão preparados para "abraçar a mudança, concluir os desafios que estão pela frente e para aproveitar as oportunidades" que surgirão quando o país se desvincular do bloco europeu.

Hammond reconheceu que as empresas desejam que seja estabelecido com Bruxelas, o mais rápido possível, "um plano de implementação" que lhes permita preparar e planejar os investimentos para quando o Reino Unido deixar a UE, mas afirmou que seu governo está se preparando para "qualquer desfecho".

Para o ministro britânico, as negociações com os 27 países-membros da UE estão em uma fase "crucial" e ressaltou o desejo do Executivo de negociar um acordo comercial mutuamente benéfico e manter a cooperação em áreas como segurança.

Entre as novidades orçamentárias estão facilidades de financiamento para a construção de moradias e 177 milhões de libras (200 milhões de euros) para promover o ensino da matemática nos institutos, assim como outros 42 milhões (47 milhões de euros) para formar mais professores em áreas necessitadas.

Além disso, o governo conservador destinará 20 milhões de libras (22,5 milhões de euros) a um projeto para reduzir pela metade o número de indigentes que vivem nas ruas em 2022 e eliminar esse problema até 2027.

O Reino Unido encara o caminho para o "Brexit" com uma economia relativamente estável, mas debilitada, com um índice de desemprego de apenas 4,3%, mas com a inflação em alta (3%), os salários baixos e um crescimento moderado.

Em frente ao parlamento britânico, um grupo de pessoas convocado pelo sindicato GMB fez uma manifestação usando máscaras "robóticas" da primeira-ministra, Theresa May, em protesto pelas medidas insuficientes para retirar o setor público da austeridade.

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