Macron reage à decisão da UE e quer proibir glifosato na França em 3 anos

Paris, 27 nov (EFE).- O presidente da França, Emmanuel Macron, reagiu à renovação da licença do uso de glifosato até 2022 na União Europeia e afirmou que em seu país a proibição será antecipada.

"Pedi para que tomemos os passos necessários para que o uso do glifosato seja proibida na França, assim que encontremos outras alternativas, no máximo em três anos", disse Macron no Twitter.

A França votou contra a renovação de cinco anos do uso do glifosato na UE, ao lado de Bélgica, Croácia, Itália, Chipre, Luxemburgo, Malta e Áustria.

No país, a fumigação da substância é proibida em espaços públicos desde o dia 1º de janeiro de 2017. Para locais privados, o banimento vale a partir de 1º de janeiro de 2019.

O glifosato é o herbicida mais utilizado do mundo e faz parte da composição de produtos como o RoundUp, da Monsanto. No entanto, a segurança do composto foi questionada na Justiça da Europa e dos Estados Unidos por diferentes grupos.

Na Europa, o glifosato chegou ao Tribunal de Justiça da União Europeia. O grupo dos Verdes do Parlamento Europeu denunciou a "falta de transparência" dos relatórios da Agência Europeia de Segurança Alimentar (EFSA) sobre o herbicida, citando um "potencial conflito de interesses".

Segundo alguns estudos, o glifosato pode causar problemas no sistema endócrino e é uma "provável" substância cancerígena.

Para a Monsanto, a segurança do glifosato foi certificada pelas autoridades da Europa, dos países-membros da UE, como a Alemanha, e por outros países, como Estados Unidos, Canadá, Austrália, Nova Zelândia e Japão.

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