Mercosul acredita ser "possível" anunciar acordo com a UE em dezembro

Brasília, 1 dez (EFE).- O Mercosul acredita que é "muito possível" anunciar o tão almejado acordo comercial com a União Europeia (UE) e que é negociado há duas décadas em aproximadamente 10 dias, durante uma reunião marcada para Buenos Aires, segundo disseram nesta sexta-feira fontes próximas às negociações.

"É muito possível" que o "anúncio político" seja feito durante a reunião ministerial que a Organização Mundial do Comércio (OMC) realizará na capital argentina entre 10 e 13 de dezembro, disseram em Brasília membros da equipe negociadora do Mercosul.

Os técnicos de ambos blocos iniciaram em Bruxelas uma nova rodada de negociações, na qual, segundo fontes do Mercosul, persistem como "temas dominantes" o acesso aos biocombustíveis e às carnes ao mercado europeu.

A UE ofereceu em setembro anuidade de 70 mil toneladas de carne bovina e de 600 mil toneladas para o etanol, o que foi considerado pouco pelo bloco integrado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.

"Isso causou uma insatisfação muito grande nos empresários do Mercosul", disseram as fontes, que agregaram que "o segredo de uma negociação é descobrir o ponto em que ambas as partes estão igualmente insatisfeitas, e esse ponto está muito próximo".

Segundo os negociadores do Mercosul, se for possível chegar a esse ponto, há "70% de chance" de o acordo ser anunciado durante a reunião ministerial da OMC, mesmo que existam algumas "diferenças" a serem limadas no plano político.

Entre essas diferenças figuram as carnes e os biocombustíveis, e caso não existam acordo entre os técnicos, podem ser abordadas durante reuniões que os ministros de Comércio e de Relações Exteriores de ambas as partes sustentarão em Buenos Aires.

Desse modo, seria possível fazer um "anúncio político" com relação à conclusão das negociações, e a assinatura do acordo comercial ficaria para meados de 2018, uma vez que o consenso tenha passado pela revisão legal exigida em uma negociação dessa natureza.

Segundo as fontes do Mercosul, se assim for, pelo menos em seus aspectos puramente comerciais, o acordo estará em vigor uma vez que for ratificado pelo Parlamento Europeu e as câmaras legislativas de Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.

De todos modos, os negociadores do bloco sul-americano disseram que se chegarem ao "anúncio político", não será "uma mera declaração de intenções", mas "o compromisso de que a assinatura do acordo seria irreversível".

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