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Temer, Bachelet, Cartes e Vázquez irão à Conferência da OMC na Argentina

Buenos Aires, 6 dez (EFE).- Os presidentes de Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai participarão no próximo domingo, em Buenos Aires, da abertura oficial da XI Conferência Ministerial da Organização Mundial de Comércio (OMC), que terá como anfitrião o presidente da Argentina, Mauricio Macri.

A abertura das discussões do órgão decisório mais importante da OMC vai ocorrer em um centro de convenções de Buenos Aires, no bairro de Recoleta. Para o evento, Macri convidou as lideranças da América do Sul e o presidente do México, Enrique Peña Nieto.

"O presidente decidiu como sinal político convidar os presidentes da região, da América do Sul, mais o presidente Peña Nieto, por seu papel na Aliança do Pacífico", explicou hoje a presidente da conferência e ex-chanceler da Argentina, Susana Malcorra.

Além do presidente Michel Temer, já confirmaram presença os presidentes de Chile, Michelle Bachelet, do Paraguai, Horacio Cartes, e do Uruguai, Tabaré Vázquez. Os demais convidados enviarão representantes para, segundo Malcorra, "reiterar que a região tem interesse na OMC e para lançar uma mensagem clara sobre isso".

Malcorra, que deixou o Ministério de Relações Exteriores da Argentina neste ano, mas que segue assessorando o governo de Macri com status de ministra, avaliou que é importante em eventos como esse fortalecer a "presença da região".

Malcorra também destacou o fato de esta ser a primeira vez que a Argentina preside a Conferência Ministerial da OMC e, simultaneamente, o G20.

"Isso nos dá uma responsabilidade enorme. Não porque estar nessas posições torne possível que mudemos a realidade do mundo, mas nos coloca no eixo de todas as conversas e nos obriga a ser muito responsáveis, previsíveis e confiáveis", explicou Malcorra.

"Quando as negociações ocorrerem, precisamos ser vistos como negociadores honestos dispostos a construir pontes", completou.

Participarão dos três dias de reuniões da cúpula da OMC os ministros de Comércio e representantes do alto escalão de governos dos 164 países-membros da organização.

Quanto à possibilidade de a reunião ministerial ser palco de um desfecho positivo para as longas negociações de um acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, Malcorra diz ter esperança de que haja pelo menos um anúncio político durante a conferência.

"Há um interesse muito grande de ambas as partes de avançar neste acordo e também há um interesse de tentar usar a plataforma que a conferência oferece para produzir um anúncio de acordo", explicou.

Após UE e Mercosul terem trocado novas ofertas de acesso a mercados ontem, sobre a mesa está a possibilidade de firmar um pacto similar ao que o bloco europeu estabeleceu com o Japão: um acerto político entre os líderes mas com aspectos técnicos pendentes.

"Se isso vai ser factível ou não, não se i dizer. Estamos trabalhando e vamos ver o que ocorre. Mas também se não ocorrer (o acordo), não é o fim do mundo", disse a ex-chanceler.

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