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Rússia diz que fonte de rutênio-106 pode ter sido um satélite

Moscou, 8 dez (EFE).- O rutênio-106 detectado na atmosfera no final de setembro passado na Rússia e em outros países europeus pode ter sido produto da desintegração de um satélite que continha esse isótopo radiativo, afirma um relatório divulgado nesta sexta-feira pelas autoridades russas.

"A presença do isótopo pode ter sido devida, entre outras causas, à desintegração na atmosfera de um satélite artificial (ou do seu fragmento) a bordo do qual havia fonte de rutênio-106", informou a comissão interdisciplinar que averiguou o fato.

Nas suas conclusões, os pesquisadores destacaram que os resultados das inspeções permitem afirmar que a fonte da emissão do isótopo radiativo não podia ser encontrada no território compreendido entre os montes Urais e a Europa Oriental.

"O quadro observado poderia indicar a existência de uma fonte de emissão alheia a esses territórios", acrescentou o relatório.

Segundo a comissão, na unidade de reprocessamento de combustível nuclear usado Mayak de Rosatom, a agência nuclear russa, situada no sul dos Urais, não aconteceu nenhum incidente que pudesse explicar a presença de rutênio-106 na atmosfera.

O relatório recolhe a preocupação dos especialistas russos com a falta de informação procedente da Romênia, onde a presença de rutênio-106 na atmosfera foi várias vezes superiores à registrada na Rússia e em outros países.

No dia 21 de novembro a agência de meteorologia russa Rosguidromet reconheceu que os sistemas de observação de radiação do país detectaram uma concentração fora do comum alta na atmosfera de rutênio-106 em várias regiões da Rússia.

"O fato ocorreu, mas a concentração do que se emitiu foi centenas ou milhares de vezes inferiores aos limites aceitáveis. Ou seja, não há nenhum perigo", disse Maxim Yakovenko, diretor da Rosguidromet.

Ele afirmou que no final de setembro, os sistemas automáticos de observação da Rússia detectaram o aumento da concentração de rutênio-106 não só na Rússia, mas também nos países vizinhos Polônia, Romênia, Bulgária e Ucrânia.

O alarme foi dado pelas autoridades de controle nuclear francesas, que consideraram que a origem dos altos níveis de radiação detectados em diversos países do continente no final de setembro e começo de outubro situava-se na Rússia, entre os rios Volga e Ural.

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