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Declaração por igualdade de gênero no comércio recebe apoio de 120 países

Buenos Aires, 12 dez (EFE).- Uma declaração que visa reduzir a desigualdade de gênero no comércio internacional foi apoiada nesta terça-feira por 120 países que participam da XI Conferência Ministerial da Organização Mundial de Comércio (OMC), um problema que fez a economia mundial deixar de gerar US$ 25 trilhões.

"Atualmente, 1 bilhão de mulheres não estão conectadas à economia mundial. Só uma de cada cinco empresas que exportam está nas mãos de diretores que não são homens", explicou a diretora-executiva do Centro de Comércio Internacional (CCI), Arancha González.

"Se essas mulheres estivessem conectadas à economia, seríamos US$ 25 trilhões mais ricos", ressaltou.

A declaração foi promovida pelo CCI em conjunto com os representantes de Serra Leoa e da Islândia que participam da conferência da OMC em Buenos Aires, na Argentina.

O objetivo da iniciativa é promover uma troca de "práticas exemplares" para conectar mais mulheres à economia.

O diretor-geral da OMC, o brasileiro Roberto Azevêdo, disse ter apoiado a ideia com o "coração". Para ele, promover uma declaração desse tipo é uma "iniciativa exemplar" porque busca suprimir obstáculos no comércio e ampliar também as oportunidades.

"Não há dúvida de que existem muitos obstáculos para a participação das mulheres na economia", analisou Azevêdo.

"Essa declaração pede que façamos mais, mediante melhores análises e soluções políticas", completou.

A secretária de gabinete do Ministério de Relações Exteriores do Quênia, Amina Mohammed, destacou ser necessário ir além do mero trabalho normativo e da retórica que não geram tantos resultados.

"A igualdade política, se não for acompanhada de mãos dadas da econômica, não é igualdade", afirmou.

O ministro de Comércio Internacional do Canadá, Francoise Phillipe Champagne, disse que seu governo está "honrado" de participar dessa iniciativa pelo fato de o país ter um programa feminista mais "ativo".

"É preciso trabalhar com mais afinco para que todas as mulheres ocupem seu lugar no comércio internacional. Mas ainda falta um caminho longo para percorrer", disse o ministro, pedindo o apoio dos 44 países da OMC que não apoiaram a declaração.

Representando o país anfitrião da XI Conferência da OMC, o ministro de Relações Exteriores da Argentina, Jorge Faurie, explicou que todos os membros do órgão que rege as normas do comércio entre os países devem fazer "muito mais" para adaptar as regras e práticas, incluindo mais claramente a mulher no setor.

"Há 120 membros da MC dispostos a trocar as práticas com o objetivo de resolver essas dificuldades. Já identificamos os problemas e temos que encontrar soluções", concluiu González.

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