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Exportação de carne uruguaia cresce em 2017 com China como principal destino

Montevidéu, 19 dez (EFE).- As exportações totais do setor de carne uruguaio registrarão em 2017 um crescimento em torno de US$ 1,82 bilhão, com um aumento de preços impulsionado pela China, que se mantém como o principal mercado de destino, informaram nesta terça-feira fontes oficiais.

O presidente do Instituto Nacional de Carnes (INAC), Federico Stanham, informou que o volume exportado de carnes uruguaias fechará o ano com um leve crescimento motivado pelas compras chinesas, enquanto os demais destinos permanecem estáveis em relação a 2016.

Stanham destacou também que, quanto ao aumento do volume exportação, que beira os 5%, "a China continua sendo quem aumenta as compras", por isso o gigante asiático motivará o crescimento do lucro obtido em 2017 em todos os produtos de carne, o maior dos últimos quatro anos.

"Ao final de 2015 começou uma baixa de preços significativa que se estendeu até maio de 2016, mas aí a queda se deteve e, nos últimos meses, começou a se notar uma leve tendência de alta, que vemos sobre tudo na China", apontou o presidente do INAC.

De acordo com os números estimados pelo órgão para o ano, o volume exportado de carne bovina fechará 2017 em cifras similares ao ano anterior, chegando às 438 mil toneladas por peso-carcaça.

A carne ovina, por sua vez, crescerá aproximadamente 27%, alcançando as 14 mil toneladas por peso-carcaça.

Além disso, Stanham afirmou que, para 2018, o país tentará melhorar seus níveis de controle de qualidade, buscando potencializar aspetos como o estudo dos seus mercados para oferecer um produto adaptado aos diferentes segmentos de consumo nos principais países de venda.

"O Uruguai trabalhou pouco em nível de consumidor final e essa é a forte tarefa que temos pela frente; mas são necessários investimentos muito importantes para conseguir diferenciar o produto", argumentou o presidente do INAC.

Nesse sentido, Santham ressaltou que o instituto "está terminando" sua primeira análise de mercado da China, que orientará o trabalho para conseguir uma diferenciação do produto.

Concretamente, o presidente do INAC indicou que, embora já haja acordos, como o assinado com a China no marco da cúpula China-LAC com uma empresa consultora do país asiático para certificar o controle de qualidade da carne, ainda é necessário observar os resultados.

"Esperemos que, avalizados por estudos de mercado que estão sendo realizados na China, o certificado efetivamente se torne uma valorização do produto", concluiu.

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