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Greve paralisa aeroportos e limita serviços de transporte em Buenos Aires

19/12/2017 14h18

Buenos Aires, 19 dez (EFE).- A jornada de greve geral convocada pela principal central sindical da Argentina, a Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT), terminou nesta terça-feira com parte da rede de transportes paralisada, aeroportos inoperantes e algumas avenidas de Buenos Aires interditadas ao trânsito.

Após o meio-dia, horário para o qual estava marcado o fim da greve organizada em protesto pela polêmica reforma da previdência que a Câmara de Deputados aprovou na manhã de hoje, alguns trens já tinham começado a operar a partir da estação central da capital, situada no bairro de Retiro, para as diferentes regiões da província.

O metrô, por sua vez, retomou suas atividades com limitações em algumas de suas linhas.

Os ônibus da cidade foram os únicos que mantiveram o serviço durante toda a jornada e não pararam à meia-noite, como estava programado, depois que o sindicato a cargo dos coletivos, conhecido pela sigla UTA, comunicou sua decisão de não aderir à paralisação.

O colapso ocorrido nas vias da cidade foi notável, especialmente devido à chuva durante a manhã, e que fez com que a maioria dos habitantes recorressem aos táxi e aos ônibus pela falta de outros meios de transporte.

As imediações da Praça de Maio, no centro da capital, bem como as avenidas que levam à praça onde fica o Congresso da Nação, estiveram interrompidas ao trânsito por razões de segurança, devido ao violento confronto ocorrido ontem entre a polícia da cidade e manifestantes encapuzados.

Por outro lado, os dois principais aeroportos da Argentina, o Aeroparque Jorge Newbery, predominante para voos regionais, e o aeroporto internacional de Ezeiza, retomaram suas funções técnicas e de administração a partir das 12h locais (13h de Brasília), segundo confirmaram fontes aeroportuárias.

Todos os voos de chegada e saída em ambos os aeroportos, bem como muitos que operavam em outros terminais estatais do país, foram cancelados ontem pouco antes do meio-dia, obrigando milhares de pessoas a permanecerem na capital.

A reforma da previdência, que permite uma mudança da fórmula para calcular os reajustes das aposentadorias, foi debatida na Câmara até a manhã de hoje, depois que o plenário durou uma eternidade devido aos distúrbios produzidos dentro e fora do Congresso.

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