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FMI reduz crescimento econômico britânico para 1,6% por conta do "Brexit"

Londres, 20 dez (EFE).- O Fundo Monetário Internacional (FMI) rebaixou nesta quarta-feira seu prognóstico sobre o crescimento da economia britânica de 1,7% para 1,6% neste ano por causa do "Brexit".

Em um relatório divulgado hoje em Londres, o organismo internacional afirma que, apesar de uma forte recuperação do crescimento mundial, a decisão do Reino Unido de sair do bloco europeu teve um impacto em sua economia.

"A forte desvalorização da libra esterlina depois do referendo (do "Brexit" de 2016) empurrou a inflação dos preços do consumidor, pressionou a receita efetiva dos lares e o consumo", acrescenta o FMI.

Em seu documento, o organismo aponta que " o investimento empresarial foi mais baixo que o esperado" devido a "uma acentuada incerteza sobre as perspetivas econômicas".

Por outro lado, o Fundo Monetário mantém em 1,5% seu prognóstico do crescimento da economia britânica para 2018, mas particulariza que o aumento da inflação continuará pressionando o poder aquisitivo da população e os salários.

Ao mesmo tempo, o organismo alerta que as empresas continuarão atrasando suas decisões quanto a investimentos até que se esclareça qual será a relação comercial que o Reino Unido terá com a União Europeia quando o país sair do bloco, em março de 2019.

Após a divulgação do documento, o ministro de Economia britânico, Philip Hammond, apontou que o texto evidencia a necessidade de evitar ficar "à beira do precipício" por conta do "Brexit".

"Um dos maiores impulsos que podemos contribuir à economia, a economia do Reino Unido e a dos 27, é conseguir progressos rápidos, para dar certeza e clareza, sobre nossa futura relação combinando assim que seja possível um período de implementação (transição)", acrescentou.

A primeira-ministra britânica, Theresa May, tenta um acordo de transição de dois anos com o objetivo de dar certeza às empresas, que estão nervosas perante a possibilidade de perder o acesso ao mercado europeu e que isso as obrigue a reposicionar seus negócios. EFE

vg/rsd

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