ipca
-0,21 Nov.2018
selic
6,5 31.Out.2018
Topo

BC venezuelano aumentou liquidez monetária em mais de 1.000% em 2017

04/01/2018 15h10

Caracas, 4 jan (EFE).- O Banco Central da Venezuela (BCV) aumentou a liquidez monetária em mais de 1.000% em 2017, segundo dados oficiais da própria instituição que podem ser lidos nesta quinta-feira em seu site.

Na semana de 15 a 22 de setembro do ano passado o dinheiro em círculação na economia venezuelana chegou a 122,7 bilhões de bolívares, o que representa um aumento de mais do 1.212% a respeito do volume de dinheiro em circulação que havia ao término da mesma semana em 2016.

A economia venezuelana entrou em hiperinflação há semanas ao ultrapassar pela primeira vez em sua história o limite de 50% de inflação que define este fenômeno.

O país caribenho é o único do mundo que fechou o ano com uma inflação acumulada de quatro cifras, que segundo cálculos de empresas econômicas privadas superou 2.700% em 2017.

O parlamento - único poder do Estado nas mãos da oposição - e as companhias de análise financeira oferecem os únicos cálculos sobre inflação e outros indicadores econômicos na nação petroleira, cujo governo não publica estes números desde 2015.

Numerosos economistas explicam a elevada inflação pela emissão descontrolada de dinheiro por parte do Banco Central, algo que, somado à redução de bens no mercado devido à queda da produção, provoca um forte desequilíbrio entre a abundância de dinheiro e a escassez de produtos que dispara os preços.

O governo do presidente Nicolás Maduro aumentou os salários mínimos e os salários dos funcionários públicos em até seis ocasiões em 2017, e começa 2018 com um novo aumento de 40% que, segundo alguns especialistas, é "gasolina para a fogueira" da hiperinflação.

Apesar dos repetidos aumentos de salário, os venezuelanos que ganham salário mínimo mal podem cobrir suas necessidades alimentícias de uma semana.

O governo chavista, por sua parte, atribui a inflação à "guerra econômica" que, segundo Maduro e os demais porta-vozes oficialistas, os Estados Unidos travam contra a Venezuela com a ajuda da oposição e de comerciantes "especuladores" dentro do país.

Mais Economia