Bolsas

Câmbio

Mnuchin esclarece declarações que geraram críticas e desvalorização do dólar

Nova York, 25 jan (EFE).- O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin, precisou esclarecer nesta quinta-feira as declarações dadas por ele ontem, quando falou sobre as vantagens de um "dólar frágil" para a economia americana, o que provocou duras críticas de analistas e uma desvalorização da moeda.

Durante uma entrevista coletiva ontem na cidade de Davos, na Suíça, onde participa do Fórum Econômico Mundial, Mnuchin disse que um dólar frágil era "bom para o comércio e para as oportunidades econômicas"

As declarações fizeram com que a divisa americana se desvalorizasse ontem no mercado de câmbio em relação a outras das principais moedas mundiais. O recuo se mantinha hoje no meio-pregão em Wall Street.

Ao participar de um debate organizado hoje pela emissora americana "CNBC" em Davos, Mnuchin explicou que os comentários faziam referência à evolução a curto prazo do valor do dólar, não a longo prazo.

"No curto prazo, não me preocupo com a situação do dólar, porque ela oscila", afirmou no programa. "Há benefícios no curto prazo com um dólar com um valor mais baixo", completou o secretário do Tesouro.

No longo prazo, porém, Mnuchin disse apostar na força do dólar por ser a moeda de reserva do sistema internacional. "E continuará sendo, levando em consideração a confiança no mercado americano", salientou.

As declarações de ontem foram recebidas com surpresa pelos analistas americanos. O "The Wall Street Journal" publicou um editorial com várias críticas a Mnuchin.

"O homem cuja assinatura está no dólar diz ao mundo que quer que seu valor seja menor para que os EUA possam se vingar dos seus vizinhos no intercâmbio comercial", escreveu o "Journal" no editorial.

O texto ganhou o título "Fazendo o dólar frágil de novo", uma ironia ao lema da campanha eleitoral do presidente Donald Trump: "Fazer os EUA grandes de novo" ("Make America Great Again").

O "Journal" afirmou que os EUA não vivem em uma "bolha econômica" e precisam recorrer ao mercado externo para a produção manufatureira. Por isso, um dólar frágil atrapalharia a competitividade do país e beneficiaria os rivais no exterior.

Mnuchin negou que suas declarações sobre a moeda sejam uma mudança de diretriz do governo. No entanto, na campanha, Trump também chegou a afirmar em algumas ocasiões que achava que o dólar era muito valorizado.

"Talvez seja ligeiramente diferente do que disseram os ex-secretários do Tesouro", disse Mnuchin.

O dólar também estava sofrendo hoje no mercado de câmbio devido às novas decisões anunciadas pelo Federal Reserve (Fed), o banco central americano, que incluem a possibilidade de prolongar os estímulos monetários à economia do país após a crise financeira de 2008.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Newsletter UOL

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos