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Banco suíço compra 95% da brasileira Reliance por valor não divulgado

Genebra, 31 jan (EFE).- O banco privado suíço Julius Baer anunciou nesta quarta-feira a aquisição de 95% de uma das mais importantes firmas independentes de gestão de fortunas do Brasil em uma operação que espera finalizar no segundo trimestre do ano.

O estabelecimento financeiro anunciou paralelamente os seus resultados do último exercício, durante o qual seu lucro líquido ajustado aumentou 14%, com relação ao ano anterior, e chegou a 806 milhões de francos (695 milhões de euros).

Sobre sua operação no Brasil, o Julius Baer apontou que a firma adquirida, Reliance Group, administra ativos por aproximadamente R$ 17 bilhões.

O importe da transação foi mantido em segredo, ainda que o banco suíço tenha indicado que o montante definitivo dependerá de certos resultados da companhia brasileira, que tem sede em São Paulo.

"A Reliance é rentável e esperamos que esta transação contribua gradualmente aos investimentos do Julius Baer", indicou o banco em um comunicado.

O banco acrescentou que com esta decisão de compra sua intenção é consolidar a posição estratégica no Brasil, onde já possui a companhia GPS Investimentos, outro gerente independente de fortunas que maneja mais de R$ 26 bilhões.

Com a aquisição anunciada hoje, Julius Baer precisou que os ativos de seus clientes fora do Brasil chegam a cerca de 11 bilhões de euros.

A entidade antecipou que nos próximos meses, uma vez concluída a compra do Reliance Group, examinará a melhor maneira de criar potenciais sinergias com o GPS Investimentos através de "uma forte cooperação mútua".

Citado no comunicado de Julius Baer, o sócio-fundador do Reliance Group, Marcelo Steuer, afirmou que a transação "garante a continuidade do modelo que oferecemos aos nossos clientes para a gestão independente de fortunas" e que sua união ao banco suíço lhe abre oportunidades em escala internacional.

Já o Julius Baer informou, em seu comunicado com resultados anuais, que os ativos totais que administra aumentaram 16% no ano passado, e totalizaram 334 bilhões de euros.

O crescimento se deveu, sobretudo, ao andamento positivo do mercado e à entrada de dinheiro fresco.

"Houve em particular uma forte entrada líquida de dinheiro fresco de clientes domiciliados na Ásia e no Oriente Médio, e uma substancial recuperação da América Latina", explicou o banco.

Também houve uma tendência positiva no desenvolvimento dos mercados europeus tradicionais, com entradas de dinheiro sobretudo de Monaco e do Reino Unido.

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