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Empresa de Weinstein alcança acordo de venda com investidores e evita quebra

Nova York, 1 mar (EFE).- A empresa cofundada pelo produtor Harvey Weinstein chegou a um acordo de venda com um grupo de investidores liderados por María Contreras-Sweet, o que evitou que precisasse recorrer à lei de quebras.

"Demos um passo importante e chegamos a um acordo para comprar ativos da The Weinstein Company a fim de lançar uma nova companhia, com uma nova junta e uma nova visão que incorpore os princípios que sustentamos desde que começamos este processo no outono passado", disse Contreras-Sweet em comunicado.

O acordo foi alcançado depois de intensas negociações e anunciado pouco depois de uma reunião realizada hoje em Nova York, da qual participou a promotoria geral deste estado, que no último dia 11 de fevereiro apresentou um processo de direitos civis contra a empresa e seus confundadores, os irmãos Harvey e Robert Weinstein.

A oferta de compra, que, segundo a imprensa americana, chegou a US$ 500 milhões, está respaldada pelo multimilionário Ronald Burkle e o fundo Dallas da companhia de valores Lantern Asset Management.

Na segunda-feira passada, a Weinstein Company anunciou sua intenção de acolher-se à lei de quebrsa após o fracasso das negociações para vender seus ativos ao grupo liderado por Contreras-Sweet por causa do processo apresentado pela promotoria de Nova York.

A denúncia da promotoria incluía novas alegações contra Harvey Weinstein, antigo principal responsável pela produtora, a respeito de "maus-tratos impiedosos e exploradores" que exercia sobre seus funcionários, assim como testemunhos destes como vítimas de assédio sexual, intimidação e outras condutas.

A promotoria se sentou nesta quinta-feira com as partes em uma nova tentativa para evitar a quebra e proteger assim os funcionários e as supostas vítimas.

Entre as propostas exigidas pela promotoria para completar a venda está a criação de um fundo de US$ 90 milhões para compensar a vítimas dos casos de assédio sexual de Weinstein.

Horas antes, o "Wall Street Journal" tinha publicado que, se forem cumpridas as condições, as negociações poderiam levar também a um acordo entre a promotoria geral, a Weinstein Company e Robert Weinstein, mas manteria em curso o processo civil contra seu irmão Harvey.

De acordo com o jornal, a promotoria teria que aprovar também as políticas de recursos humanos que foram estabelecidas pelos compradores para seus funcionários.

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