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Equifax identifica outras 2,4 milhões vítimas de ciberataque em 2017

01/03/2018 14h41

Nova York, 1 mar (EFE).- A empresa de gestão de crédito dos Estados Unidos Equifax anunciou nesta quinta-feira que identificou 2,4 milhões de pessoas afetadas pelo ataque cibernético sofrido em 2017, um grupo que não tinha sido calculado anteriormente e que teve dos dados roubados a partir de suas licenças de condução.

"A Equifax conseguiu identificar aproximadamente 2,4 milhões de americanos cujos nomes e informações parciais foram roubados da licença de condução, mas que não estavam na população afetada e previamente identificada", indicou em comunicado.

A empresa afirmou que vai oferecer proteção gratuita contra o roubo de identidade e serviços de monitoramento de crédito às vítimas adicionais do ciberataque.

Segundo informou a Equifax, os peritos tomaram como elementos-chave para identificar as vítimas os nomes e os números de seguridade social, alvo dos hackers.

O anúncio de hoje não fala de dados roubados "recém-descobertos", especificou o CEO interino da companhia, Paulino do Rego Barros, mas do resultado da análise de informação disponível, que permitiu "fazer conexões" e " identificar indivíduos adicionais".

"Seguimos tomando amplas medidas para identificar, informar e proteger os consumidores que foram afetados pelo ciberataque. Estamos comprometidos a recuperar a confiança dos consumidores, melhorar a transparência e potencializar a segurança na nossa rede", acrescentou.

A apuração inicial das pessoas que tiveram suas informações privadas expostas por causa do ataque cibernético era de 145,5 milhões, mas com a revisão esse número aumentou para 147,9 milhões, cerca de 45% da população dos EUA.

A Equifax, uma das três empresas mais importantes de gestão crédito nos EUA e com forte presença internacional, anunciou no dia 7 de setembro que tinha sofrido um ataque cibernético, embora tenha descoberto meses antes acessos ilegais à sua base de dados, no final de julho.

Richard Smith, que era o máximo diretor da empresa, testemunhou em outubro no Congresso e expressou seu "profundo desgosto" pelos fatos, que apontou que ocorreram entre maio e julho, além de assumir sua " total responsabilidade".

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