ipca
-0,21 Nov.2018
selic
6,5 31.Out.2018
Topo

Democratas e sindicatos apoiam tarifas comerciais anunciadas por Trump

02/03/2018 14h32

Washington, 2 mar (EFE).- Vários destacados senadores democratas e a principal associação sindical dos Estados Unidos expressaram seu apoio às tarifas ao aço e ao alumínio anunciadas pelo presidente Donald Trump para proteger a indústria e os trabalhos americanos.

"Esta bem-vinda ação devia ter sido adotada há tempos para as feitorias siderúrgicas de Ohio e os trabalhadores que vivem com o temor de serem as próximas vítimas das armadilhas chinesas", disse Sherrod Brown, senador democrata, ao avaliar a medida.

Do mesmo modo se expressou o também senador democrata Ron Wyden, que não escondeu sua "satisfação" pelo fato de o presidente reconhecer "a importância de encarar estes desafios e finalmente agir", segundo disse.

"A indústria siderúrgica americana esteve sob pressão durante décadas pelos produtos injustamente comercializados pela China e outros lugares, assim como pelo excesso de produção global", acrescentou Wyden, que representa Oregon.

Por sua parte, Bob Casey, senador democrata pela Pensilvânia, felicitou o presidente por anunciar sua intenção de atuar para proteger os trabalhadores americanos "de países como a China, que fazem armadilhas no comércio".

Além disso, o principal grupo sindical dos EUA, a Federação Americana do Trabalho e Congresso de Organizações Industriais (AFL-CIO), também aplaudiu a decisão de Trump.

"Estas tarifas são passos positivos para responder às práticas depredadoras que prejudicam os trabalhadores e empresas que produzem nos EUA", declarou Richard Trumka, presidente da AFL-CIO.

Trumka destacou o trabalho do secretário de Comércio, Wilbur Ross, e o representante de Comércio Exterior, Rob Lighthizer, para "impulsionar estas ações corretas apesar da oposição da ala de Wall Street no governo".

Trump anunciou nesta quinta-feira que assinará "na próxima semana" tarifas de 25% às importações de aço e de 10% às de alumínio de alguns países, e que estarão em vigor "por um longo período de tempo".

A decisão de Trump, que ainda não identificou os países afetados, foi tomada apesar da oposição de parte de seus assessores econômicos mais próximos, entre eles Gary Cohn, diretor do Conselho de Assessores Econômicos da Casa Branca, que advertiu sobre os riscos de uma guerra comercial.

Mais Economia