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UE diz que responderá "adequadamente" às tarifas impostas pelos EUA

02/03/2018 10h44

Bruxelas, 2 mar (EFE).- O presidente da Comissão Europeia (CE), Jean-Claude Juncker, afirmou nesta sexta-feira que a União Europeia (UE) responderá "adequadamente" à imposição de tarifas sobre importações de aço e alumínio anunciada ontem pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

"Não ficaremos sentados à toa enquanto nossa indústria é golpeada com medidas injustas que põem em risco milhares de empregos europeus", declarou Juncker em comunicado, no qual acrescentou que considera a decisão americana uma medida de protecionismo injustificada.

O presidente da CE disse lamentar "profundamente" a decisão de Washington, que "parece representar uma descarada intervenção para proteger a indústria doméstica dos EUA que não se baseia em nenhuma justificativa de segurança nacional".

Trump anunciou que na próxima semana aprovará tarifas de 25% sobre as importações de aço e de 10% às de alumínio a alguns países, e que ficarão em vigor durante muito tempo.

Para Juncker, a decisão do presidente americano "só pode agravar as coisas", em um contexto de deterioração das relações comerciais entre UE e EUA, que negociavam um acordo de livre-comércio até a chegada de Trump à Casa Branca, quando as discussões foram suspensas.

"A Comissão apresentará nos próximos dias uma proposta de contramedidas compatíveis com a Organização Mundial do Comércio (OMC) contra os EUA para reequilibrar a situação", acrescentou o presidente da CE.

Por sua vez, comissária europeia de Comércio, Cecilia Malmström, ressaltou que a decisão de Washington terá "um impacto negativo nas relações transatlânticas e nos mercados globais".

"Além disso, serão elevados os custos e reduzidas as opções para os consumidores de aço e alumínio dos EUA", acrescentou Cecilia, que informou que levará o caso a consultas na OMC "assim que for possível".

A comissária acrescentou que "a raiz dos problemas desses dois setores (aço e alumínio) é o excesso de capacidade global causada por uma produção não baseada nos mercados".

"Isso só pode ser abordado na fonte e trabalhando com os principais países envolvidos. Esta ação individual dos EUA não ajudará", concluiu Cecilia.

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