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Austrália defende livre-comércio após tarifas anunciadas por Trump

Sydney (Austrália), 4 mar (EFE).- O primeiro-ministro da Austrália, Malcolm Turnbull, defendeu neste domingo o livre-comércio depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a imposição de tarifas às importações de aço e alumínio.

"Podem ver o quão importante que é para o governo australiano perseguir os interesses da Austrália no livre-comércio e mercados abertos e defendemos estes princípios no mundo. Eu defendi esta causa em Washington há uma semana", disse Turnbull, segundo o jornal "The Australian".

O primeiro-ministro australiano ressaltou que o livre-comércio significa mais trabalho na Austrália e mais oportunidades para as exportações.

Ao mesmo tempo, o governo australiano tenta esclarecer com o governo americano se a Austrália será eximida das tarifas anunciadas, decisão atribuída pessoalmente a Trump.

"Infelizmente, neste momento não tenho certeza se o anúncio do presidente nos afetará", disse o ministro de Comércio australiano, Steven Ciobo, que conversou no sábado com o colega americano, Wilbur Ross, sobre este assunto.

"O que está claro é que os Estados Unidos estão trabalhando ainda nos detalhes relacionados com o anúncio. O ponto em que afetará a Austrália está ainda para ser determinado", acrescentou Ciobo.

Trump anunciou na quinta-feira passada que assinará "na próxima semana" tarifas de 25% às importações de aço e de 10% às de alumínio de alguns países, e que estarão em vigor "por um longo período de tempo".

O Fundo Monetário Internacional afirmou que essas tarifas podem prejudicar a economia americana, ao mesmo tempo que União Europeia, Canadá e México contemplam represálias, o que poderia desencadear uma guerra comercial.

Desde que chegou ao Salão Oval, em janeiro do ano passado, Trump fez especial insistência na necessidade de proteger a indústria americana diante do déficit no balanço de pagamentos que Washington apresenta em relação a alguns de seus principais parceiros comerciais.

Em sua campanha protecionista, Trump retirou os Estados Unidos do Tratado Transpacífico (TPP), negociado com outros 11 países da bacia do Pacífico, e ordenou a renegociação do Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (NAFTA) com Canadá e México.

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