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Berlim vê protecionismo dos EUA como equivocado e rejeita guerra comercial

05/03/2018 10h23

Berlim, 5 mar (EFE).- O Governo alemão afirmou nesta segunda-feira que as políticas de "isolamento" e "protecionismo" do presidente americano, Donald Trump, são o "caminho errado" e insistiu que uma "guerra comercial" não beneficia ninguém.

Em uma coletiva de imprensa ordinária, o porta-voz do Executivo, Steffen Seibert, reiterou que a Alemanha é a favor do livre-comércio e dos mercados abertos e que o governo está convencido que "reduzir conjuntamente as barreiras comerciais é o caminho correto".

Esta redução de obstáculos comerciais "não se alcança mediante ameaças", senão através de negociações, sublinhou.

Seibert acrescentou que a chanceler, Angela Merkel, e seu governo "sempre defenderam uma redução dos obstáculos comerciais, concretamente mediante um acordo comercial transatlântico".

"Não queremos uma escalada da situação e muito menos uma guerra comercial" que não beneficia nem a Alemanha, nem a Europa e nem os Estados Unidos, afirmou.

Ao se referir ao anúncio de Trump de impor tarifas à importação de veículos europeus se a União Europeia (UE) responder com encargos a produtos americanos depois que o presidente revelou taxas punitivas para o alumínio e o aço, Seibert sublinhou que Berlim "rejeita este tipo de medidas".

Este tipo de decisão, advertiu, "afeta de maneira sensível os fluxos comerciais internacionais, a nossa indústria, mas, além disso, os trabalhadores e consumidores de ambos lados do Atlântico".

Ao mesmo tempo apontou que "tem pouco sentido" comparar as tarifas impostas a diferentes produtos, lembrou que as porcentagens máximas estabelecidas pela UE e pelos Estados Unidos por mútuo acordo, bem como a estrutura tarifária, são negociadas seguindo as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Seibert apontou, além disso, que por enquanto a intenção por parte de Trump de elevar as tarifas às importações de alumínio e de aço é só um anúncio e que é necessário esperar para ver como se concretiza para debater com a Comissão Europeia (CE), com a França e com os outros parceiros europeus a "resposta correta".

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