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Trump perde nome e controle de seu luxuoso Hotel no Panamá

05/03/2018 18h25

Cidade do Panamá, 5 mar (EFE).-O cartaz com o emblemático nome "Trump" foi retirado nesta segunda-feira de um luxuoso hotel do Panamá sobre o qual o conglomerado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, perdeu o controle da sua administração por decisão judicial.

Dois operários da nova administração do hotel arrancaram hoje de tarde o sobrenome do presidente americano do letreiro no qual até agora se podia ler "Trump Ocean Club International Hotel and Tower".

O letreiro, de rocha negra com grandes letras prateadas, se encontra em uma rua de um exclusivo bairro da capital panamenha e é fotografado habitualmente por uma multidão de turistas.

Um juizado panamenho ordenou nesta segunda-feira ao conglomerado empresarial de Donald Trump que deixe a administração da torre depois que os atuais donos despejaram a organização do magnata e esta se negou a abandonar o edifício.

A Torre Trump, inaugurada em 2011 pelo agora presidente americano, foi vendida no ano passado em sua grande maioria ao fundo de capital privado Ithaca, com sede em Miami.

O empresário cipriota e gerente do fundo, Orestes Fintiklis, disse nesta segunda-feira que a batalha comercial entre os dois conglomerados "saiu de controle", mas que as autoridades panamenhas conseguiram colocar-lhe um fim.

Fintiklis denunciou no último dia 23 de fevereiro perante a promotoria panamenha vários trabalhadores do hotel por "usurpação" da propriedade, por negar-se a aceitar que tinham sido despedidos e por impedir-lhe a entrada ao complexo.

A Organização Trump impugnou o despejo porque, segundo a imprensa americana, assinou há uma década um contrato com o desenvolvedor do projeto para administrar o edifício até pelo menos 2031.

A conhecida Torre Trump do Panamá é um imponente edifício com forma de vela desdobrada, que conta com um hotel, cerca de 350 apartamentos, cassino, lojas, SPA e várias piscinas.

A Organização Trump não reagiu ainda à ação judicial desta segunda-feira.

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