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Empresa de Weinstein pode falir após fracassar acordo para venda

07/03/2018 00h54

Nova York, 6 mar (EFE).- O acordo para a aquisição da empresa co-fundada pelo produtor Harvey Weinstein naufragou, segundo anunciou, na terça-feira, Maria Contreras-Sweet, que dirige o grupo de investidores interessados na operação, o que parece colocar a produtora à beira da falência.

Em comunicado, Contreras-Sweet destacou que trabalharam seriamente na transação para comprar os ativos da companhia de Weinstein, mas que depois de assinar e entrar na etapa do processo de confirmação, receberam "informações decepcionantes sobre a viabilidade de completar" a negociação.

"Como resultado, decidimos finalizar esta transação", acrescentou a empresária, que, no entanto, apresentou o interesse desse grupo de criar um estúdio de cinema dirigido por mulheres.

No dia 1º deste mês e depois de intensas negociações, foi conhecido um acordo de venda dos ativos da Weinstein Company que a salvaria da falência.

O acordo foi anunciado por Maria Contreras-Sweet logo após uma reunião realizada em Nova York no mesmo dia, pelo conselho de administração da empresa e grupos interessados na sua compra, no qual participou o procurador-geral deste estado.

A promotoria apresentou, no dia 11 de fevereiro, uma ação civil contra a empresa e seus co-fundadores, os irmãos Harvey e Robert Weinstein, frustrando uma primeira tentativa para o possível transferência dos ativos.

Entre outros, a promotoria exigia a criação de um fundo para compensar as vítimas do alegado assédio sexual de Weinstein.

A denúncia da promotoria incluía novas acusações contra Harvey Weinstein, antigo responsável pela produtora, sobre os "maus-tratos implacáveis e abusivos" que exercia sobre seus funcionários, assim como testemunhos das vítimas de assédio sexual, intimidação e outras condutas.

As discussões para a venda ocorreram como consequência da tempestade desencadeada com denúncias de dezenas de mulheres, entre elas conhecidas estrelas de Hollywood, contra Weinstein por assédio sexual.

Maria Contreras-Sweet, que foi diretora da Administração de Pequenos Negócios (SBA, sigla em inglês) durante o governo de Barack Obama, não descartou que como parte da sua intenção de criar esse estúdio, avalie "ativos que possam estar disponíveis em caso de falência" ou outras oportunidades na indústria do entretenimento. EFE

lb/phg

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