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Após saída dos EUA, novo TPP é firmado por 11 países no Chile

Santiago do Chile, 8 mar (EFE).- O Tratado Integral e Progressista de Associação Transpacífico, um dos maiores acordos comerciais do mundo que abrange 498 milhões de pessoas e 13% da economia global, foi assinado nesta quinta-feira por 11 países da bacia do Oceano Pacífico no Chile.

Os ministros de Austrália, Brunei, Canadá, Chile, Malásia, México, Japão, Nova Zelândia, Peru, Cingapura e Vietnã firmaram a criação do Tratado Integral e Progressista de Associação Transpacífico (CPTPP, na sigla em inglês) em cerimônia liderada pela presidente chilena, Michelle Bachelet.

"É um tratado ambicioso, moderno e com visão de futuro, e que, com criatividade, incorpora as novas temáticas do comércio internacional que exigem que os benefícios da globalização alcancem a todos", opinou Bachelet.

O acordo é conhecido como TPP11 e é o fruto das negociações desses 11 países depois da saída dos Estados Unidos do Acordo de Associação Transpacífico (TPP) original.

A presidente chilena ressaltou que o novo TPP é um pacto integral e progressista "como deve ser a agenda comercial do século XXI", e constitui uma mensagem clara de que os 11 países signatários respaldam os "mercados abertos e a revalorização do comércio".

"Não só constitui um marco para nossa política externa, mas também consolida nosso firme compromisso com a integração regional e o livre-comércio num mundo em transformação e de crescentes tendências protecionistas", acrescentou Bachelet, que no próximo domingo finaliza o seu segundo mandato.

O TPP original, assinado em fevereiro de 2016, incluía os Estados Unidos, mas a Administração do presidente Donald Trump decidiu retirar o país do pacto em janeiro do ano passado.

Os 11 países restantes se reuniram em março de 2017 na cidade chilena de Viña del Mar para resgatar o projeto e, em novembro, chegaram a um acordo sobre os princípios básicos do TPP11.

O novo tratado conserva a essência do TPP original, mas cerca de 20 pontos foram suspensos para proteger o equilíbrio entre os países signatários, principalmente no capítulo de Propriedade Intelectual.

O CPTPP deverá ser agora ratificado pelos congressos de cada um dos países signatários e espera-se que entre em vigor no final deste ano.

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