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Mercosul espera fechar acordo comercial com UE "em três ou quatro semanas"

08/03/2018 17h02

Assunção, 8 mar (EFE).- O Mercosul espera "poder concluir em três ou quatro semanas" o acordo de associação com a União Europeia (UE), segundo informou nesta quinta-feira o chanceler do Paraguai, Eladio Loizaga.

O chanceler antecipou que essa questão será abordada nesta sexta-feira, aproveitando a presença em Assunção dos chanceleres do Mercosul para começar de forma oficial as negociações com o Canadá para um acordo de livre-comércio.

Loizaga ressaltou que entre o bloco sul-americano e o europeu segue existindo "vontade política para avançar", apesar de terem fechado sem um acordo final a rodada de diálogo que aconteceu em Assunção entre os dias 21 de fevereiro e 2 de março.

Além disso, destacou que o Mercosul busca "um acordo equilibrado" que "leve em conta as sensibilidades" do bloco latino-americano e "não somente as dos europeus".

O tratado entre a UE e o Mercosul já teria fechado completamente o ponto relativo à cooperação e estaria a ponto de concluir-se o capítulo político, faltando " algumas coisas que têm que ajustar-se", segundo Loizaga.

O chanceler reconheceu que restam "alguns temas abertos" e acrescentou que estão vendo alternativas para poder fechá-los.

"Um tratado desta natureza pode ser revisado com quatro ou cinco anos para ver como se avançou e se já estamos em condições de avançar ainda mais nas deduções que têm que ser feitas de ambos lados", afirmou.

O acordo UE-Mercosul está estancado em "quatro ou cinco temas", segundo explicou a diretora-executiva para as Américas do Serviço Europeu de Ação Exterior, Edita Hrdá, no último dia 2 de fevereiro ao término da rodada de negociações em Assunção.

As maiores pressões contra um acordo provêm na Europa dos agricultores franceses, embora também exista uma forte resistência na Irlanda e na Polônia.

Os quatro membros do Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai), por sua parte, sustentam que não será possível o acordo sem incluir um amplo acesso ao mercado europeu dos seus produtos agropecuários, entre os quais se incluem os biocombustíveis.

Os dois blocos negociam desde 1999 um amplo acordo de associação que inclua um tratado comercial, mas as conversas estiveram bloqueadas completamente entre 2004 e 2010 e só foram retomadas em 2016.

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