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EUA somam 313 mil vagas em fevereiro e confirmam força do mercado de trabalho

Washington, 9 mar (EFE).- O índice de desemprego nos Estados Unidos se manteve pelo quinto mês consecutivo em 4,1%, ao somar 313 mil novos empregos em fevereiro, um número substancialmente superior ao esperado e que confirma a força do mercado de trabalho, informou nesta sexta-feira o governo americano.

A taxa de desemprego, que está em seu nível mais baixo desde 2000, confirma também a ideia de que a economia americana se estabilizou em níveis próximos do pleno emprego e o incipiente risco de inflação salarial.

Os 313 mil novos empregos criados no segundo mês do ano supõem uma importante melhoria em relação a janeiro, quando foram criados 239 mil postos de trabalho, segundo o número revisado que figura nas informações divulgadas hoje pelo Departamento de Trabalho.

Além disso, representa o maior aumento mensal na criação de empregos desde o fim de 2015 e, segundo os analistas, é o reflexo do mercado de trabalho "mais forte em duas décadas".

O aumento também superou amplamente as expectativas dos analistas, que tinham previsto que a economia americana geraria em torno dos 205 mil postos de trabalho.

"Este é um relatório que fortalecerá o argumento de alguns membros do Federal Reserve (Fed, banco central), que as pessoas retornaram à força de trabalho no mês passado; isso é um sinal positivo para a economia americana", disse Alan Krueger, professor da Universidade de Princeton e ex-presidente do Conselho de Assessores Econômicos no mandato de Barack Obama.

Apesar do grande aumento nas contratações, o salário médio por hora só subiu US$ 0,04 em relação a janeiro e ficou em US$ 26,75, um aumento de 2,6% em estimativa anual.

Habitualmente, os salários crescem entre 3% e 4% por ano nos períodos de bonança econômica.

O forte mercado de trabalho sugere que o Fed elevará as taxas de juros em sua próxima reunião de política monetária, que acontecerá nos dias 20 e 21 de março, e será a primeira presidida por Jerome Powell.

O Banco Central elevou as taxas de juros de referência em três ocasiões em 2017, até a categoria atual de entre 1,25% e 1,5%, e são esperados entre três e quatro aumentos adicionais ao longo de 2018 na medida em que a inflação avançar.

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