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Macri fala com Trump de "preocupação" por tarifas sobre aço e alumínio

09/03/2018 18h10

Buenos Aires/Washington, 9 mar (EFE).- O presidente da Argentina, Mauricio Macri, conversou nesta sexta-feira por telefone com seu homólogo dos Estados Unidos, Donald Trump, a quem expressou sua "preocupação" pelo "potencial efeito negativo" das tarifas sobre o aço e o alumínio anunciadas pelo governo americano, informaram fontes oficiais.

"Trump se comprometeu a avaliar seu pedido para que a Argentina seja excluída de qualquer medida restritiva que afete as exportações de aço e alumínio para os Estados Unidos", afirmou a presidência da Argentina em comunicado.

Nesta quinta-feira, o governo dos EUA anunciou que estabelecerá uma tarifa extraordinária de 10% sobre as importações de alumínio e de 25% sobre as de aço.

O Executivo de Trump afirmou que a medida, que não entrará em vigor até pelo menos dentro de duas semanas, procura defender indústrias "vitais" para a segurança nacional.

A Casa Branca confirmou a ligação telefônica, mas não esclareceu se a Argentina poderia somar-se à lista de países que ficarão isentos destes encargos por enquanto, composta por México e Canadá, que estão renegociando uma nova versão do Tratado de Livre-Comércio da América do Norte (Nafta).

"Os dois líderes conversaram sobre as potenciais tarifas dos Estados Unidos sobre o aço e o alumínio estrangeiro" e também sobre "a forte aliança" entre ambos países, segundo um comunicado da Casa Branca.

Além disso, os presidentes, que se conhecem há anos por ambos terem sido empresários, também conversaram sobre a Cúpula das Américas que acontecerá em Lima em abril e sobre a situação financeira do Banco Interamericano de Desenvolvimento.

De acordo com a Casa Branca, Trump também ressaltou a necessidade de que os países da região trabalhem juntos para restaurar a democracia na Venezuela e ambos concordaram em "estar em contato" para fortalecer sua "robusta" relação bilateral.

Há uma semana, perante a iminência do anúncio concretizado ontem pelos EUA, o Ministério de Produção e a chancelaria da Argentina enviaram notas ao titular do Departamento de Comércio, assim como ao representante de Comércio americano, detalhando os motivos pelos quais a Argentina "entende que deveria ficar isenta" desta aplicação tarifária.

Segundo dados oficiais, as exportações argentinas representam apenas 0,6% do aço e 2,3% do alumínio do total das importações que os Estados Unidos fazem de ambos produtos.

Por isso, o país sul-americano, através da chancelaria, sustenta que "não é causador nem contribui para as distorções que afetam os mercados mundiais e os Estados Unidos".

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