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Fórum Econômico Mundial diz que desigualdade ameaça futuro da América Latina

São Paulo, 14 mar (EFE).- Os altos níveis de desigualdade social e a elevada dívida pública ameaçam às futuras gerações na América Latina, de acordo com o Índice de Desenvolvimento Integrador 2018 (IDI) divulgado no Fórum Econômico Mundial, que se reúne em São Paulo até amanhã.

O relatório, que analisa 16 economias latino-americanas, afirma que o crescimento por si só não será suficiente para conter as desigualdades, um dos desafios enfrentados na região, e apela aos governos por políticos que impulsionem a integração social.

A melhoria econômica vista na América Latina nas últimas duas décadas se traduziu no maior acesso da população à educação e no aumento das ajudas públicas que contribuíram para reduzir a diferença que existe entre a renda dos trabalhadores qualificados e a dos não qualificados, mas o risco de exclusão permanece.

"Se 2017 terminou de maneira otimista, marcando o fim da recessão no Brasil e na Argentina, o modesto aumento na atividade econômica, a eficiência nos últimos cinco anos e a taxa projetada de crescimento de 1,7% para 2018 não são suficientes para resolver as questões de sustentabilidade da região e proporcionar um sólido aumento no número médio dos padrões de vida", adverte o texto.

A América Latina é ainda uma das regiões com as maiores desigualdades do mundo e "os enfoques econômicos devem se concentrar no bem-estar das futuras gerações e na inclusão como prioridades".

Embora a crise ainda atinja vários países da região, de acordo com a diretora do Futuro do Progresso Econômico e membro executivo do Fórum, Margareta Drzeniek-Hanouz, "à medida que saem da recessão, (as nações) devem aproveitar as oportunidades únicas que são apresentadas para acelerar as reformas".

As eleições convocadas em vários países da região nos próximos meses - entre eles Brasil, Colômbia e México - constituem, segundo o Fórum, uma chance de os governos priorizarem estratégias para reduzir os níveis de desigualdade e assegurar o bem-estar das futuras gerações.

A desigualdade de renda diminuiu em 14 dos 16 países do IDI 2018, mas na região estão 11 das 25 economias em desenvolvimento com os níveis mais altos de desigualdade de renda. Segundo o Índice, as economias mais inclusivas da América Latina são as do Panamá, do Uruguai, do Chile, da Costa Rica e do Peru.

O lucro líquido ajustado, que mede a verdadeira taxa de economia após considerar investimentos em capital humano, esgotamento de recursos naturais e danos ambientais, diminuiu pela metade dos países avaliados, embora Bolívia, Brasil e El Salvador tenham registrado o pior desempenho neste quesito. Além disso, a dívida pública aumentou em todos os países nos últimos cinco anos, especialmente no Brasil (16%) e no México (14,9%).

O Índice procura oferecer aos líderes um diagnóstico mais preciso das economias, se baseando no crescimento, mas também na desigualdade, na dívida e nas questões ambientais que as próximas gerações enfrentarão.

Os países da América Latina avaliados neste Índice são Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, El Salvador, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Peru, Paraguai e Uruguai.

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