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OCDE e BID sugerem maior integração da América Latina diante do protecionismo

São Paulo, 16 mar (EFE).- A América Latina deve responder aos novos ares protecionistas com uma maior integração regional, concordaram nesta sexta-feira representantes da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) em São Paulo.

O chefe para a América Latina e o Caribe da OCDE, Angel Melguizo, e o gerente do departamento de integração e comércio do BID, Antoni Estevadeordal, consideraram durante um seminário da Câmara de Comércio Espanhola na capital paulista que tal unificação deve ser "prioritária".

De acordo com Melguizo, a resposta da América Latina, e especialmente do Brasil, à ofensiva protecionista do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, passa por uma maior "integração regional".

"O Brasil, como um dos líderes do Mercosul, pode liderar esta aproximação que vemos entre o Mercosul e a Aliança do Pacífico", afirmou o chefe da OCDE em declarações à Agência Efe.

Na mesma linha, o representante do BID ressaltou que a aproximação entre ambos os blocos deve ser explorada de "forma séria", em um momento no qual "o futuro comercial" no mundo continua incerto.

"Há muito discurso, muitas ameaças, mas não é momento de chamar de guerra comercial. Ainda não chegamos lá, mas é um ambiente preocupante no que se refere às relações comerciais", acrescentou Estevadeordal durante o seminário, apresentado pelo presidente da Telefônica no Brasil, Eduardo Navarro.

O primeiro debate da terceira edição do seminário Latam da Câmara de Comércio Espanhola também contou com a participação do economista sênior do Banco Mundial (BM), Rafael Muñoz, que sugeriu que o Brasil deve enfrentar a agenda comercial com uma abertura a médio prazo.

"Uma maneira sensata de enfrentar uma agenda comercial é apostar em uma liberalização a médio prazo e dar um período de carência às empresas para que se adaptem ao novo processo de abertura comercial", disse.

Muñoz também destacou a importância de aumentar a produtividade no Brasil, um desafio que começa pelo aumento da concorrência e a revisão das grandes políticas industriais de apoio às empresas, entre outras medidas.

Segundo o economista do BM, a produtividade do Brasil não é baixa, mas "negativa".

O aumento da concorrência na região também foi um dos aspectos discutidos no segundo debate do seminário "Os desafios da gestão regional das grandes empresas", moderado pela diretora-geral da Agência Efe no Brasil, Carmen Gurruchaga.

Dele participaram o diretor-geral da América da Prosegur, José María Pena; o líder de análise da PWC, Ivan de Souza; e o chefe da externalização do processo de negócios da Everis na América, Rodrigo Zambón, que concordaram quanto à importância do desenvolvimento das tecnologias e o investimento em educação em busca de talentos.

"Um dos desafios é a aquisição, atração e desenvolvimento desses talentos, os quais são fundamentais", disse Zambón.

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