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No G20, EUA afirmam que tarifa sobre o aço é resposta a práticas desleais

20/03/2018 18h46

Buenos Aires, 20 mar (EFE).- O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin, defendeu nesta terça-feira, durante reunião ministerial do G20, na Argentina, as tarifas sobre a importação de aço e alumínio anunciadas pelo presidente do país, Donald Trump, alegando que elas são uma resposta às práticas desleais de comércio.

"Elas são o resultado de práticas desleais e por isso nós respondemos desta maneira", disse Mnuchin em entrevista coletiva após o término da reunião de ministros de Finanças e presidentes dos bancos centrais dos países do G20, em Buenos Aires.

A medida, anunciada por Trump no último dia 8 de março, foi debatida dentro das deliberações do G20. Apesar das tensões, Mnuchin renovou o compromisso dos EUA com o livre comércio.

"Isso não é sobre protecionismo, mas sobre tratamento recíproco. Não buscamos a nossa proteção, buscamos um comércio livre e justo no comércio de aço e alumínio", ressaltou o secretário do Tesouro.

Mnuchin admitiu que, ao anunciar medidas como essa, sempre existe o risco de outros países responderem. No entanto, o secretário do Tesouro afirmou que a Casa Branca não se assusta com isso.

O secretário não quis falar sobre o número de países que podem ser excluídos da tarifa, como o México e Canadá, se limitando a dizer que há "conversas em andamento".

"Esperamos que o presidente tome uma decisão em breve", disse.

Para Mnuchin, a Casa Branca sempre foi transparente sobre sua política econômica. Desde o início de seu governo, segundo o secretário, Trump foi claro que defende o livre comércio desde que ele seja justo e com tratamento recíproco.

"Os EUA são o maior mercado comercial, continuaremos sendo-o e esse governo quer garantir que fazemos comércio limpo", disse.

Segundo Mnuchin, as discussões sobre as tarifas de aço e alumínio foram uma parte "muito pequena" da reunião dos ministros do G20. Para ele, o encontro foi bastante produtivo, com consensos em diversos assuntos. Como destaque, o secretário escolheu a decisão de evitar que criptomoedas sirvam para financiar atividades ilegais.

"Há também uma visão geral na maior parte do G20 de que nosso desejo é ver a China abrindo seu mercado, de tal modo que nós possamos participar do mercado deles como eles participam do nosso, com uma relação mais balanceada e recíproca", explicou.

Mnuchin também considerou como "muito produtiva" a reunião realizada ontem, em um encontro paralelo ao G20, para discutir a crise na Venezuela. Depois do encontro, Trump assinou uma ordem executiva que proibia cidadãos americanos de fazer transações com a moeda digital criada pelo governo de Nicolás Maduro.

Os EUA consideram que o uso da criptomoeda é parte do esforço de Maduro para manter o "regime ditatorial" e evitar sanções.

"Em termos gerais, não fazemos comentários sobre futuras ações, mas posso ter certeza de que continuaremos avaliando a situação. Estamos considerando sanções adicionais", concluiu Mnuchin.

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