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Presidente do BM afirma que capital humano enfrenta "crise mundial"

Montevidéu, 21 mar (EFE).- O capital humano enfrenta uma " crise mundial", razão pela qual os países devem investir nas pessoas para assegurar o crescimento econômico nos próximos anos, afirmou nesta quarta-feira em Montevidéu o presidente do Banco Mundial (BM), Jim Yong Kim.

O sul-coreano, médico e antropólogo de profissão, se tornou o primeiro presidente do BM a visitar o Uruguai, onde liderou o fórum público "O Fator Humano", de entrada gratuita e do qual participaram autoridades nacionais, figuras acadêmicas e membros do corpo diplomático.

"A razão pela que estou aqui é porque estamos no meio de uma crise mundial em capital humano. Os estudantes no mundo todo tentam entender qual vai ser seu papel na economia do futuro", afirmou o 12º presidente do BM ao começo da sua participação.

O avanço da tecnologia, em conjunto com a automatização dos empregos, assim como as falências ao redor do mundo em matéria de educação, cria um panorama sombrio em relação ao futuro, razão pela qual, de acordo com o BM, os países devem começar a investir seus recursos em melhorar o capital humano.

"É preciso assegurar que os sistemas educacionais não se organizem para benefício dos docentes ou dos administradores ou de qualquer outro. As escolas devem organizar-se para o benefício dos estudantes", destacou Kim.

O sul-coreano sustentou que no passado a riqueza das nações baseava-se na produção, enquanto, há "alguns anos", se começou a focar no capital nacional e nos recursos naturais.

"Neste ano, pela primeira vez, observamos o capital humano", frisou Kim, acrescentando que "65% de toda a riqueza das nações está nos seres humanos".

Por esta razão, revelou que o organismo que dirige realizou um ranking de países com base no seu capital humano, estudo que rotulou de "sumamente importante", uma vez que é necessário para guiar os líderes sobre como investir em seres humanos.

"Esse é o melhor investimento que podem fazer (os líderes mundiais) se buscam crescimento econômico", afirmou Kim a respeito da necessidade de dirigir recursos para melhorar o capital humano dos países.

O presidente do BM, que assumiu o seu cargo em julho de 2012, indicou que os países se surpreenderão ao ver sua classificação e não gostarão, mas que se trata de algo "crítico" para que as pessoas entendam que "investir em capital humano agora é muito importante". EFE

mef/rsd

(foto) (vídeo)

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