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Zuckerberg admite erros em escândalo de vazamento de dados do Facebook

21/03/2018 18h56

Nova York, 21 mar (EFE).- O fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, admitiu nesta quarta-feira que a empresa cometeu erros no vazamento de informações de usuários para a consultoria Cambridge Analytica e também afirmou que a rede social investigará todos os aplicativos que tiveram acesso a grandes quantidades de dados.

Zuckerberg publicou um texto no seu perfil da plataforma após o polêmico vazamento de informações de 50 milhões de usuários da rede social para a consultoria Cambridge Analytica, que atuou na campanha eleitoral de 2016 do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

"Temos a responsabilidade de proteger os dados dos nossos usuários e, se não pudermos fazer isso, não merecemos prestar esse serviço. Estive trabalhando para entender exatamente o que ocorreu e como garantir que não ocorrerá de novo", escreveu Zuckerberg.

O fundador do Facebook afirmou que a empresa tomou há alguns anos medidas para evitar vazamentos dessa magnitude, mas reconheceu que erros foram cometidos. Zuckerberg também disse que houve um "abuso da confiança" entre as empresas envolvidas no caso e a rede social.

O executivo-chefe do Facebook explicou que a companhia promoveu mudanças em 2014 para evitar aplicativos abusivos, como o criado em 2013 pelo pesquisador Aleksandr Kogan, instalado por cerca de 300 mil pessoas, mas com capacidade de acessar informações de dezenas de milhares de usuários da rede social.

"Investigaremos todos os aplicativos que tiveram acesso a grandes quantidades de informação antes de mudarmos a plataforma para reduzir dramaticamente o acesso aos dados em 2014. E auditaremos completamente qualquer app com atividade suspeita", explicou.

Zuckerberg disse que, se um desenvolvedor se negar a passar pela "profunda auditoria", ele será excluído da plataforma. O mesmo ocorrerá com aqueles que o Facebook concluir ter "abusado" de informações pessoais. A empresa garante que informará os usuários afetados pelas brechas, incluindo as "vítimas" de Kogan.

Além disso, Zuckerberg anunciou que ampliará as restrições de acesso a dados dos desenvolvedores. Também será criada uma ferramenta na parte superior do feed de notícias para que os usuários possam revisar suas configurações de privacidade.

Sobre o vazamento, Zuckerberg explicou que teve conhecimento de que Kogan compartilhou os dados com a Cambridge Analytica em 2015, sem consentimento, o que contrariava a política do Facebook.

Kogan e a Cambridge Analytica garantiram ao Facebook que tinha eliminado essas informações, algo que não ocorreu, conforme as informações reveladas pelas imprensas americana e britânica.

"Eu dei início ao Facebook e sou o responsável pelo que ocorre na plataforma. Serei sério para fazer o necessário para proteger nossa comunidade", disse Zuckerberg.

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