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Emissões globais de CO2 crescem em 2017 após 3 anos de estagnação

Paris, 22 mar (EFE).- As emissões globais de dióxido de carbono (CO2) cresceram 1,4% em 2017, depois de três anos de estagnação, devido a uma aceleração da demanda de energia, que subiu 2,1%, o dobro do ritmo que havia sido constatado em 2016.

A Agência Internacional da Energia (AIE) informou esses dados ao publicar nesta quinta-feira um relatório no qual destacou que, apesar do peso relativo das fontes renováveis ter voltado a crescer, em 2017 houve uma progressão no consumo dos combustíveis fósseis que são os que geram CO2, o principal gás causador do aquecimento global.

Concretamente, a alta do petróleo foi de 1,6%, um ritmo mais que duas vezes superior ao registrado de média na década anterior, e isso devido ao empurrão gerado por sua utilização no transporte.

O maior crescimento nos combustíveis fósseis (3%) foi constatado no gás, em particular por causa da China, que representou quase um terço desse aumento.

No entanto, a principal novidade veio do carvão - o mais poluente - já que depois de dois anos de queda houve um aumento de aproximadamente 1% na demanda, que se explica pela maior utilização para a produção de eletricidade em vários países do sudeste asiático, sobretudo na Índia e na Indonésia.

De fato, as economias asiáticas foram responsáveis por dois terços do aumento das emissões de CO2, e isso mesmo com a China mostrando uma inflexão em sua tendência.

Enquanto a demanda energética da China aumentou em 7% no ano passado, suas emissões subiram somente 1,7%, o que tem a ver com o crescente desenvolvimento de fontes renováveis e com a diminuição do peso do carvão - cujo índice máximo nesse caso data de 2013 - entre os combustíveis fósseis.

Outro elemento significativo dos números do ano passado são as quedas nas emissões em alguns grandes países desenvolvidos, como Reino Unido, Japão e, sobretudo, Estados Unidos.

De fato, a redução dos Estados Unidos (0,5%) foi a terceira consecutiva e a maior em termos absolutos, menos 25 milhões de toneladas de CO2, causada particularmente pelo aumento das fontes renováveis, que se soma à progressiva substituição do carvão pelo gás para a geração de eletricidade.

A União Europeia, por outro lado, teve uma expansão de 1,5% (quase 50 milhões de toneladas a mais) que veio a intervir na tendência descendente dos últimos anos em razão do dinamismo da demanda de gás e de petróleo.

Em termos globais, os combustíveis fósseis representaram 81% da demanda total de energia e 70% do aumento em 2017.

A AIE observou que, no ano passado, os avanços na eficiência energética desaceleraram acentuadamente, com uma melhora na intensidade limitada a 1,7%, quando, em média, nos três anos anteriores a alta foi de 2,3% em estimativa anual

Por trás disso, a organização vê um relaxamento nas políticas de eficiência energética, juntamente com os baixos preços dos combustíveis fósseis, que não incentivam os esforços de economia. EFE

ac/rpr

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