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Zuckerberg pede desculpas por vazamento de dados do Facebook

22/03/2018 07h29

Washington, 22 mar (EFE).- O diretor geral do Facebook, Mark Zuckerberg, pediu desculpas e disse estar contente por falar no Congresso dos Estados Unidos sobre o vazamento de dados de aproximadamente 50 milhões de usuários da rede social a uma consultora de consultoria britânica vinculada à campanha eleitoral de 2016 de Donald Trump.

"A verdade é que estou contente por declarar sobre isso, é o correto", disse o CEO da rede social em entrevista à emissora "CNN", ao explicar que a empresa está tentando enviar ao Congresso a pessoa que tem mais conhecimento sobre o assunto: "Se essa pessoa sou eu, estarei contente em fazer isso".

A Câmara dos Representantes dos EUA, o Parlamento britânico e a Eurocâmara pediram o comparecimento de Zuckerberg para que esclareça o escândalo sobre a utilização de dados pessoais de usuários do Facebook pela empresa de consultoria britânica Cambridge Analytica, ligada à campanha do atual presidente americano.

A Cambridge Analytica, que foi contratada pela campanha eleitoral de Trump em 2016 por mais de US$ 6 milhões, supostamente utilizou essa informação para desenvolver um software destinado a prever as decisões dos eleitores e influenciá-las.

Na entrevista, o diretor do Facebook reconheceu que o caso representa "uma grande violação da confiança".

"Realmente lamento que isso tenha ocorrido. Temos a responsabilidade de proteger os dados das pessoas", ressaltou.

Em comunicado prévio, Zuckerberg anunciou na quarta-feira que aa empresa analisará "todos os aplicativos que acessaram grandes quantidades de informação" antes de 2014, quando foram impostas limitações, e que ampliará as suas restrições a desenvolvedores para evitar "abusos".

O escândalo, revelado no sábado passado pelos jornais "The New York Times" e "The Observer", fez com que o Facebook perdesse quase US$ 50 bilhões na bolsa e alguns de seus acionistas decidiram processar a empresa coletivamente por cometer "atos ilegais" que provocaram quedas nas bolsas de valores.

A rede social enfrenta ainda a força de um movimento com milhares de pessoas que estão apagando os perfis e aplicativos do Facebook de seus dispositivos.

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