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Golfo de Chiriquí, o segredo mais bem guardado do turismo panamenho

23/03/2018 10h17

Alfredo Aycart.

Cidade do Panamá, 23 mar (EFE).- O golfo de Chiriquí, com suas dezenas de ilhas de origem vulcânica e praias recônditas de areia branca, frondosos mangues e uma barreira de recifes considerada uma das mais conservadas da América Central, é um dos segredos mais bem guardados do Panamá.

Situado no extremo noroeste do Pacífico panamenho, próximo à fronteira com a Costa Rica, o golfo abriga o Parque Nacional Marino, criado em 1994 para proteger uma área de mais de 150 quilômetros quadrados, e inclui as ilhas Paridas, de fácil acesso a partir de Boca Chica, um pequeno porto situado a pouco mais de uma hora da cidade de David.

São duas dúzias de ilhas com densas florestas e várias ilhotas e farelhões onde se aninham milhares de tartarugas marinhas de diversas espécies a partir do começo de julho. E lá também podem se reunir dezenas de baleias corcundas e pilotos na sua temporada de criação (entre agosto e dezembro), longe da pressão do fluxo de navios em trânsito para o Canal do Panamá.

É no golfo que estão as ilhas Secas, uma dúzia de pequenas extensões de propriedade privada, mas em cujas praias, de titularidade pública, se pode chegar pelo mar, em qualquer uma das embarcações que oferecem passeios turísticos saindo da própria Boca Chica ou de qualquer um dos estabelecimentos hoteleiros litorâneos.

O capitão Chichi, um veterano na pesca esportiva, mestre de uma geração de navegantes no Golfo, declarou à Agência Efe que o golfo de Chiriquí é um dos melhores lugares do mundo para a captura do marlim, com exemplares que bairam os 200 quilos.

Esses peixes são as estrelas de uma fauna marinha que no golfo inclui espécies como os gigantescos pargos de 20 quilos (exemplares que têm até 50 anos de idade, pois somam quase meio quilo de peso para cada ano de vida).

Mas também há espaço para golfinhos, morcegos-do-mar, tubarões-martelo, tubarões-de-pontas-brancas-de-recife e todas as espécies que se refugiam no coral, entre elas os vistosos peixe-papagaio e peixe-trombeta, facilmente visíveis em águas que passam do azul turquesa ao celeste em uma gama de matizes contínuas.

As águas claras e geralmente calmas transformam as ilhas em um lugar excelente para a prática do mergulho com snorkel, além de privilegiado para a observação de aves. Em um só dia é possível avistar 50 espécies diferentes nos arredores de Cala Mía, um hotel ecológico situado na ilha Boca Brava onde o amanhecer é marcado pelos gritos dos bugios pretos.

No seu entorno se aninham águias, falcões, várias espécies de beija-flor e se encontra com facilidade stints, papa-figos e tángaras.

As ilhas alternam florestas, praias solitárias e mangues, protegidos agora depois de décadas de devastação, que criam corredores marítimos pelos quais circulam guaxinins, esquilos e macacos, entre outras espécies de mamíferos.

O silêncio de ilhas praticamente desabitadas onde predomina um clima tropical se soma à falta de luminosidade para permitir a melhor observação de um céu noturno no qual adquire toda a sua dimensão a denominação de Via Láctea.

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