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EUA identificam 1.300 produtos chineses que podem ser alvo de tarifas

03/04/2018 19h41

Washington, 3 abr (EFE).- O Escritório do Representante de Comércio Exterior dos Estados Unidos (USTR) publicou nesta terça-feira uma lista de 1.300 produtos chineses que podem ser tarifados como resposta às "práticas comerciais desleais" de Pequim.

A relação, que inclui remédios e equipamentos industriais de ponta, ficará em aberto por 30 dias para receber comentários públicos antes das tarifas entrarem definitivamente em vigor.

"A lista de produtos proposta se baseia em uma extensa análise econômica e terá como alvos produtos que se beneficiam das políticas industriais da China, ao mesmo tempo que minimiza o impacto na economia dos EUA", afirmou o órgão em comunicado.

Depois do processo de comentários e recomendações, o USTR, comandado por Robert Lighthizer, tomará uma decisão final sobre quais produtos serão efetivamente tarifados.

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou em março que taxaria as importações chinesas em até US$ 60 bilhões. A USTR informou hoje, no entanto, que as tarifas devem corresponder a US$ 50 bilhões.

Os EUA decidiram impor essas tarifas porque consideram que as políticas de Pequim obrigam as empresas americanas a transferir tecnologia para companhias chinesas.

Além disso, o governo americano iniciou no fim de março um processo de consultas com a China na Organização Mundial de Comércio. O objetivo da medida é resolver as supostas práticas discriminatórias chinesas na hora de outorgar licenças tecnológicas.

"Se os EUA e a China não chegarem a uma solução por meio de consultas, poderemos solicitar o estabelecimento de um painel de solução de controvérsias da OMC para revisar o tema", indicou a USTR em comunicado.

As tarifas, que se unem às taxas sobre as importações de aço e alumínio anunciadas há algumas semanas, representam a medida mais firme do governo de Trump contra a China até o momento.

Ontem, a China, segundo maior parceiro comercial dos EUA, anunciou a imposição de taxas sobre 128 produtos americanos, uma resposta às tarifas sobre aço e alumínio.

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