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China critica tarifas dos EUA e ameaça com novas medidas

04/04/2018 00h15

Pequim, 4 abr (EFE).- A China criticou nesta quarta-feira a imposição de tarifas anunciada pelos Estados Unidos a 1,3 mil produtos chineses, incluindo medicamentos e dispositivos tecnológicos, e afirmou que responderá com mais medidas sobre os produtos americanos.

"Sem levar em conta os fortes protestos da China, os EUA anunciaram as propostas tarifárias que são completamente infundadas, uma típica prática unilateralista e protecionista que a China condena veementemente e se opõe a elas", afirmou em comunicado o Ministério do Comércio.

Desta forma respondeu ao anúncio de ontem feito pelo Escritório do Representante de Comércio Exterior dos Estados Unidos (USTR), que publicou um lista incluindo 1,3 mil produtos chineses que pretende impor tarifas como resposta a práticas comerciais consideradas "injustas" da China.

Esta lista, que inclui dispositivos de tecnologia de ponta das indústrias aeroespacial e robótica, está agora sujeita a um período de comentários públicos de 30 dias antes que as tarifas protecionistas entrem em vigor.

A China afirmou que esta medida não só vai contra os interesses do país, mas também dos Estados Unidos e da economia mundial, violando seriamente os princípios básicos e o espírito da Organização Mundial do Comércio (OMC), por isso anunciou que vai apelar para a organização internacional.

"Vamos preparar medidas da mesma magnitude para os produtos americanos. Estas medidas serão anunciadas em breve. Confiamos e somos capazes de responder a qualquer medida protecionista dos EUA", advertiu o comunicado do ministério.

O gigante asiático, que é o segundo maior parceiro comercial dos EUA, já anunciou na última segunda-feira a imposição de taxas para um conjunto de 128 produtos americanos, em resposta às tarifas que Washington anunciou no mês passado sobre as importações de aço e alumínios chineses.

Os EUA defenderam ontem a imposição de tarifas no valor de até US$ 50 bilhões para produtos importados da China porque, segundo denuncia, as políticas de Pequim obrigam as empresas americanas a transferir tecnologia para companhias chinesas.

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