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Zuckerberg admite erros, mas diz ser pessoa adequada para comandar o Facebook

04/04/2018 20h16

Nova York, 4 abr (EFE).- O fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, afirmou nesta quarta-feira que, apesar dos últimos erros cometidos pela empresa, continua sendo a pessoa adequada para comandá-la.

"Na vida é preciso aprender com os erros. Quando você está construindo uma como o Facebook, que não tem precedentes no mundo, sempre vai haver contratempos", afirmou Zuckerberg em uma entrevista coletiva para falar sobre o escândalo de vazamento de dados para a consultoria política britânica Cambridge Analytica.

A entrevista foi concedida pouco depois de o Facebook elevar para 87 milhões o número de usuários afetados pelo vazamento. Inicialmente, a empresa afirmou que 50 milhões de pessoas tiveram os dados usados de forma inapropriada pela consultoria britânica.

"Sou o primeiro a admitir: não adotamos uma visão mais ampla sobre quais eram as nossas responsabilidades", disse Zuckerberg.

Perguntado pelos jornalistas se o conselho de administração do Facebook planeja destituí-lo de seu cargo, Zuckerberg foi sucinto. "Não que eu saiba", disse. E negou qualquer demissão devido ao escândalo por não querer prejudicar alguém em benefício próprio.

"No fim das contas, a responsabilidade é minha", reconheceu.

Apesar de admitir o problema, o fundador do Facebook minimizou o tamanho do escândalo sobre a empresa.

"Não houve um impacto significativo, mas a situação não é boa. Houve uma quebra massiva de confiança e temos muito trabalho pela frente para reparar isso", destacou o executivo-chefe.

Na entrevista, Zuckerberg disse que os 87 milhões afetados pelo vazamento é o número máximo calculado pela companhia.

"Não sabemos de quantas pessoas Kogan tinha dados", afirmou o fundador do Facebook, citando o pesquisador Aleksandr Kogan, que desenvolveu o aplicativo que obteve as informações às quais a Cambridge Analytica teve acesso posteriormente.

O executivo-chefe do Facebook também afirmou que a empresa estabeleceu como meta combater as notícias falsas divulgadas na rede social, um trabalho que se prolongará por vários anos.

Zuckerberg conversou com os jornalistas pouco depois de o Facebook atualizar suas políticas de privacidade e de uso da informação, a primeira revisão em três anos.

A atualização esclarece como que o Facebook compartilha os dados dos usuários com aplicativos de propriedade da própria empresa, como Instagram, WhatsApp e Messenger, assim como para outros de terceiros, vinculados à rede social.

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