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Facebook exigirá identificação de anunciantes que fizerem propaganda política

Nova York, 6 abr (EFE).- O Facebook exigirá a identidade e a localização de anunciantes que pretendam fazer publicidade política para evitar interferências nas eleições que serão realizadas em vários países neste ano, entre eles o Brasil.

O fundador da plataforma, Mark Zuckerberg, publicou em seu perfil na rede social que também verificará pessoas que administrem páginas com grande audiência para dificultar que elas utilizem contas falsas ou aproveitem a audiência para divulgar conteúdo divisivo.

"Para requerer a verificação de todas essas páginas e anunciantes, contrataremos milhares de pessoas. Estamos comprometidos a fazer isso a tempo para os meses importantes antes das eleições de 2018", disse o empresário.

"Com importantes eleições chegando nos Estados Unidos, México, Brasil, Índia, Paquistão e em outros países no próximo ano, uma das minhas principais prioridades para 2018 é garantir que apoiamos um discurso positivo e que preveniremos a interferência nestas eleições", escreveu o fundador da plataforma.

Zuckerberg afirmou que os anunciantes que não atenderem aos requisitos serão proibidos de divulgar anúncios políticos ou sobre temas de debate público.

Segundo comunicado divulgado pelo presidente de anúncios do Facebook, Robert Goldman, a plataforma começou a testar o processo de autorização nessa semana. Os anúncios políticos ganharão um rótulo especial para os usuários e informações sobre quem pagou para que aquela mensagem fosse publicada na rede social.

"Estamos começando com isso nos EUA, e ampliaremos para o resto do mundo nos próximos meses", afirmou o executivo-chefe do Facebook.

Zuckerberg lembrou que, após identificar a ingerência da Rússia nas eleições americanas, o Facebook implementou ferramentas de inteligência artificial que eliminaram dezenas de contas falsas. O sistema já funcionou nas eleições de 2017 na França, na Alemanha e para a vaga do estado de Alabama no Senado dos EUA.

"Esses passos não deterão todos os que tentam enganar o sistema. Mas deixarão mais difícil repetir o que os russos fizeram durante as eleições (americanas) de 2016 e utilizar contas falsas e páginas para publicar anúncios", afirmou Zuckerberg.

As medidas são uma resposta do Facebook ao escândalo envolvendo a consultoria britânica Cambridge Analytica, que teve acesso a informações de 87 milhões de usuários da rede social.

A empresa reconheceu os erros e, desde então, Zuckerberg e outros executivos deram várias explicações sobre como a falha ocorreu, propondo também mudanças para proteger a privacidade das informações dos usuários do Facebook.

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