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"Davos asiático" começa com alertas contra protecionismo de Trump

08/04/2018 14h54

Pequim, 8 abr (EFE).- O Fórum de Boao, reunião de líderes políticos e empresariais realizado anualmente na ilha chinesa de Hainan, começou neste domingo com um novo pedido dos anfitriões para que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, detenha suas políticas protecionistas e evite uma guerra comercial com a China.

"O governo Trump deu a receita equivocada para os problemas da economia americana, causados principalmente por um excesso de consumo", destacou o secretário-geral do fórum, Zhou Wenzhong, em entrevista coletiva durante o primeiro dia de conferências da reunião, também apelidada como "Davos asiático".

Zhou, ex-embaixador da China nos EUA e também ex-vice-ministro das Relações Exteriores, afirmou que nenhum país pode resolver seus problemas econômicos mediante o protecionismo, segundo destacou a agência oficial "Xinhua".

Na mesma entrevista coletiva, a organização do Fórum de Boao, do qual participará o presidente da China, Xi Jinping, na próxima terça-feira, advertiu em comunicado que o protecionismo econômico imporá sérias restrições que ameaçam a sustentabilidade do crescimento econômico mundial.

Pequim e Washington parecem condenadas a uma guerra comercial pelo fato de Trump ter anunciado tarifas contra a importação de produtos chineses no valor de US$ 50 bilhões como medida para compensar o déficit comercial crônico dos EUA com a China.

O gigante asiático anunciou a implementação de tarifas por um valor similar contra produtos americanos na mesma semana se os EUA materializassem as suas, o que foi respondido por Trump com a ameaça de aumentar as tarifas americanas para US$ 150 bilhões.

O Fórum de Boao, realizado até 11 de abril, conta com a participação mais de dois mil líderes políticos e econômicos, entre eles diretores de grandes multinacionais tanto chinesas quanto de outros países.

Entre os presentes estão o secretário-geral da ONU, António Guterres, a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, e os presidentes de Filipinas, Rodrigo Duterte, e Áustria, Alexander van der Bellen, além do mencionado líder chinês. EFE

abc/cs

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