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Macri diz que nunca se esteve tão perto de acordo entre UE e Mercosul

10/04/2018 13h17

Buenos Aires, 10 abr (EFE).- O presidente da Argentina, Mauricio Macri, considerou nesta terça-feira (11), em um ato em Buenos Aires junto ao chefe do Governo da Espanha, Mariano Rajoy, que "nunca" se esteve "tão perto" como agora de fechar um acordo de livre-comércio entre a União Europeia (UE) e o Mercosul.

"Estamos fazendo tudo da nossa parte, tenho certeza de que a Espanha também, e tenho o otimismo de que vamos chegar a esse acordo", ressaltou Macri no encontro "Espanha-Argentina, Argentina-Espanha", ao qual compareceram empresários argentinos e espanhóis, assim como altos representantes dos governos dos dois países.

Macri, ao se referir às negociações comerciais entre a UE e o Mercosul (Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai), afirmou que "nunca" se esteve "tão perto" de "algo tão importante e positivo para ambas as regiões" como é fechar esse pacto.

Rajoy destacou a defesa que a Espanha está fazendo na UE do acordo com o Mercosul e confiou que, com o esforço de todos, essa negociação acabará com sucesso.

"Apesar de este tipo de acordo implicar algumas concessões pontuais, a experiência demonstra que os benefícios superam amplamente os custos em termos de crescimento e bem-estar", disse o presidente do Governo espanhol.

Negociações se arrastam há 18 anos

A UE e Mercosul assinaram em 1995 um acordo inter-regional de cooperação para alcançar um Acordo de Associação de tipo estratégico entre as duas regiões, que entrou em vigor em 1999, embora formalmente as negociações tenham começado em Buenos Aires em abril de 2000, para ficarem estagnadas durante vários anos.

Os dois blocos concordam em assinalar que nos últimos meses houve mais progressos do que em toda a década anterior.

O governo espanhol se mostra esperançoso em fechar o pacto e acredita que é um bom momento para isso, com governos na Argentina e no Brasil propensos a torná-lo realidade.

Além disso, considera que alguns países europeus que poderiam ser mais reticentes já estão encarando este acordo como uma oportunidade diante da atitude do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com seus impedimentos ao livre-comércio.

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