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BID e 8 multinacionais fortalecerão 100 mil empresárias da América

12/04/2018 18h17

Lima, 12 abr (EFE).- O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e oito multinacionais se comprometeram nesta quinta-feira a promover ações concretas para fortalecer as capacidades de 100 mil mulheres empresárias da América.

A iniciativa, apresentada no marco da III Cúpula Empresarial das Américas, realizada em Lima, procura capacitar, conectar e certificar mulheres empreendedoras de todo o hemisfério com uma série de ações a desenvolver até 2021.

"Apenas 22% das pequenas e médias empresas da América Latina e Caribe são propriedade de mulheres e costumam ter muitos problemas para crescer, diversificar e exportar", disse em entrevista coletiva o presidente do BID, Luis Alberto Moreno, junto a altos executivos de multinacionais como Google, IBM, Microsoft, Facebook, Coca-Cola, PepsiCo, MasterCard e Danper.

Moreno lembrou que o BID já lançou há dois anos a plataforma online Mulheres ConnectAmericas, voltada a empresárias para oferecer capacitação e contatos, uma iniciativa que já conta com a adesão de 50 mil mulheres.

"Este é um bom começo para o que queremos conseguir, com metas de ambição muito grandes. Com estes parceiros tão importantes, vamos trabalhar nos próximos três anos para fortalecer as capacidades destas 100 mil mulheres empreendedoras", explicou o presidente do BID.

Cada empresa contribuirá com suas próprias ações a esta iniciativa, que vão desde capacitação em tecnologia, financiamento para acesso a ferramentas e oportunidades concretas para ser provedores de grandes empresas.

"É necessário fomentar o empoderamento feminino porque, quando as mulheres prosperam, as economias amadurecem", afirmou Juan Batiz, diretor de Assuntos Públicos para a América Latina do Facebook.

Para Olga Reyes, vice-presidente de Assuntos Públicos para a América Latina da Coca-Cola, não só é importante capacitar as mulheres em áreas como finanças e gestão de processos produtivos, mas também, e particularmente, em "perder o medo" do fracasso empresarial.

"Esse medo está embutido nas pequenas, médias e grandes empresárias. Isso é uma das coisas que temos que trabalhar seriamente", afirmou Olga.

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