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Fed inicia nova reunião de política monetária sem surpresas previstas

01/05/2018 15h05

Washington, 1 mai (EFE).- O Federal Reserv (Fed) iniciou nesta segunda-feira sua nova reunião de política monetária na qual não são esperadas surpresas sobre as taxas de juros, atualmente entre 1,5% e 1,75%, e em meio ao bom andamento da economia americana.

O Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), presidido por Jerome Powell, iniciou o encontro que terminará amanhã com a divulgação do comunicado sobre política monetária às 14h local (15h, em Brasília).

Nesta ocasião, não há prevista entrevista coletiva de Powell.

Os mercados descartam movimentos nas taxas de juros, e aguardam o encontro de junho, no qual é esperado que o Banco Central americano faça uma nova alta da taxa de juros.

O Fed antecipa pelo menos duas altas a mais das taxas de juros dados o bom ritmo de crescimento econômico; a baixa taxa de desemprego, que está em 4,1%; e a esperada alta da inflação.

Em março, a taxa de inflação anual ficou em 2,4%, o nível mais alto em um ano, e acima da meta anual de 2% marcada pelo próprio Banco Central.

Os analistas estarão atentos a possíveis menções às tensões comerciais entre EUA e alguns de seus principais parceiros, como China e União Europeia.

"As perspectivas seguem sendo positivas, mas nossos contatos em vários setores, incluídos o de manufaturas, agricultura e transporte, expressaram preocupação sobre as tarifas recentemente impostas ou propostas", afirmou o Fed em seu relatório periódico da situação econômica nacional, conhecido como "Livro Bege" e informado em meados de abril.

O presidente americano, Donald Trump, anunciou em março a imposição de tarifas de 25% às importações de aço e de 10% às de alumínio, e na segunda-feira afirmou que ampliava até 1 junho as isenções temporárias aplicadas desde o começo a vários parceiros comerciais como México, Canadá e União Europeia.

Além disso, Trump pediu uma revisão de possíveis tarifas à China no valor de US$ 150 bilhões para reduzir o déficit comercial e ao qual o gigante asiático respondeu com encargos para diversos produtos americanos, o que fez soar os alarmes sobre uma possível guerra comercial.

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