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Sindicatos alemães pedem que Governo cumpra promessas de melhoria trabalhista

01/05/2018 10h18

Berlim, 1 mai (EFE).- A Confederação dos Sindicatos Alemães (DGB) exigiu nesta terça-feira que o Governo implemente com rapidez e em sua totalidade as melhorias trabalhistas prometidas no acordo de coalizão e ressaltou que no caminho para o pleno emprego é indispensável garantir condições de trabalho digna para todos.

"Agora ao Governo resta cumprir. Não aceitamos exceções, portas traseiras e nem táticas dilatórias", disse o presidente da DGB, Reiner Hoffmann, durante o comício central da confederação por ocasião do Dia do Trabalho (1 de maio) realizado em Nurembergue, no sul do país.

Hoffman ressaltou que o pleno de emprego é há anos um alvo da DGB, mas disse que "não é para as pessoas realizarem qualquer trabalho, mas sim que tenham uma ocupação com condições trabalhistas decentes e seguras".

Os planos do Governo para facilitar a passagem da média à jornada completa, para garantir uma contribuição aos seguros de saúde públicos a partes iguais entre empregado e empregador, para estabilizar as pensões e para melhorar e uniformizar os salários dos cuidadores profissionais devem "ser implementados na sua totalidade e ponto por ponto", afirmou.

Ao mesmo tempo, qualificou de inaceitável a temporalidade dos contratos e o dumping salarial e pediu que o Governo garanta por lei que os convenções coletivos não percam sua vigência quando as empresas decidirem acabar com elas.

Por outro lado, Hoffmann advertiu à patronal contra seguir atacando as leis que regulam o tempo de trabalho e afirmou que "os convênios coletivos e os acordos internos há tempos já permitem a flexibilidade requerida pelas empresas".

Além disso, em nível europeu pediu que sejam deixadas "as medidas de austeridade que põem em perigo a coesão social" e afirmou que o povo necessita "de direitos sociais para corrijir de uma vez por todas a desenfreada lógica de mercado na Europa".

"Necessitamos de uma verdadeira mudança de rumo na política europeia da Alemanha", disse em alusão ao próprio Governo.

Um total de 340 mil pessoas participaram dos quase 500 comícios e manifestações convocadas pelo DGB em toda Alemanha, sob o lema "Solidariedade, Diversidade e Justiça".

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