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Cambridge Analytica cessa todas suas atividades após escândalo do Facebook

Londres, 2 mai (EFE).- A empresa de consultoria britânica Cambridge Analytica, no centro da polêmica pelo suposto uso indevido de dados de milhões de usuários do Facebook, anunciou nesta quarta-feira a cessação "imediata" de todas suas atividades.

A consultora afirmou em comunicado que foi "vilipendiada por atividades que não só são legais, mas também amplamente aceitas como um componente padrão da publicidade on-line, tanto na área política como na comercial".

Tanto a Cambridge Analytica como sua matriz, a SCL Elections, iniciaram os procedimentos para declarar-se insolventes no Reino Unido, segundo informa sua nota, e a primeira também pretende começar um processo legal similar nos Estados Unidos.

A Cambridge Analyatica assegura que sua imagem ficou prejudicada por causa de "várias acusações infundadas" vertidas contra a empresa nos últimos meses.

"O assédio da cobertura midiática tem levado virtualmente todos os clientes e provedores da companhia", afirma a nota da consultora.

Diversos meios de comunicação revelaram em março que a empresa utilizou informação de milhões de usuários do Facebook para desenvolver um software que pode ter ajudado a impulsionar a campanha eleitoral do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

O diretor-executivo do Facebook, Mark Zuckerberg, afirmou perante o Congresso dos Estados Unidos que a empresa de consultoria britânica acessou a informação de 87 milhões de usuários, incluindo seus próprios dados pessoais.

Por sua parte, o acadêmico da Universidade de Cambridge, Aleksandr Kogan, admitiu que desenvolveu um teste de personalidade com o qual foi capaz de obter informação de usuários do Facebook que não tinham dado seu consentimento de forma explícita a que se utilizassem esses dados.

A Cambridge Analytica afirmou hoje que encomendou um relatório legal sobre as acusações de ter intervindo em campanhas políticas.

O documento, elaborado pelo advogado Julian Malins, conclui que as informações relacionadas com as "atividades políticas" da empresa "não estão respaldadas pelos fatos", segundo o comunicado da consultora britânica.

"Tive acesso completo a todos os integrantes da força de trabalho e a todos os documentos (da Cambridge) na preparação do meu relatório", afirma o advogado nessa nota.

"Minhas conclusões refletem a surpresa dos empregados ao ver programas de televisão e ler notícias sensacionalistas" sobre as atividades da empresa e assegura que "nada do que ouviram ou leram ressoou com o que eles faziam realmente para ganhar a vida", indica o advogado.

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