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China e EUA estabelecem mecanismo de trabalho para evitar "guerra comercial"

Pequim, 4 mai (EFE).- China e Estados Unidos concordaram nesta sexta-feira em estabelecer um "mecanismo de trabalho para estreitar a sua comunicação sobre suas disputas comerciais", embora tenham reconhecido que "ainda existem grandes diferenças" entre elas e têm que "continuar trabalhando" para resolvê-las, segundo informou a agência "Xinhua".

"A negociação econômica e comercial entre China e EUA chegou a acordos em algumas coisas, mas as partes se têm dado conta de que em alguns assuntos ainda existem grandes diferenças. É preciso continuar trabalhando para conseguir mais progressos", segundo a "Xinhua".

Ambos os países decidiram estabelecer este sistema de trabalho no segundo dia de negociações entre a delegação americana que aterrissou na quarta-feira em Pequim, liderada pelo secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, e pelas autoridades chinesas, lideradas pelo vice-primeiro-ministro, Liu He.

Antes de começarem as negociações, Washington apresentou a Pequim uma minuta de discussão com oito pontos ao quais a Efe teve acesso com seus pedidos principais, entre as quais destaca um compromisso comum para reduzir o enorme déficit comercial dos EUA em US$ 100 bilhões em 2018 e outros US$ 100 bilhões em 2019.

Washington também pediu ao Governo chinês que proteja os direitos de propriedade intelectual, que deixe de subvencionar as tecnologias avançadas e reduza as tarifas para a importação de "produtos de setores não críticos" a níveis que não superem as tarifas aplicadas pelos EUA, entre outras pedidos.

Fontes ligadas à negociação citada pela Efe Dow Jones disseram que as autoridades chinesas consideraram "injusta" a proposta americana, enquanto as autoridades dos EUA não quiseram fazer comentários sobre o documento.

Nas conversas, a China colocou também as sanções impostas pelos EUA à empresa tecnológica ZTE, informou a Xinhua, e a delegação norte-americana se comprometeu a passar a preocupação do país ao presidente Donald Trump.

Os EUA proibiram em abril todas as empresas do país de vender componentes ao gigante chinês das telecomunicações ZTE durante os próximos sete anos, por ela não ter cumprido um acordo assinado em 2017.

Esta medida, considerada muito "injusta" pela firma chinesa, porá em perigo a sua subsistência e também prejudicará seus sócios, incluindo companhias americanas, segundo lamentou a própria companhia.

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