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Presidente da Air France-KLM deixa grupo após derrota em consulta após greves

(Atualiza com a reação do Governo francês)

Paris, 4 mai (EFE).- O presidente do grupo franco-holandês Air France-KLM, Jean-Marc Janaillac, anunciou nesta sexta-feira sua demissão devido à derrota da proposta de melhoria salarial em uma consulta realizada com os funcionários para encerrar as greves que afetaram a companhia nos últimos meses.

"Além das expectativas salariais, este voto é o resultado de um mal-estar. Como tinha prometido, assumo as consequências deste voto e apresentarei minha demissão nos próximos dias", disse em entrevista coletiva Janaillac.

O presidente tinha proposto aos empregados um aumento salarial (2% neste ano e 5% suplementar de forma escalonada nos três seguintes), confiando que a posição dos sindicados a favor da greve não era majoritária, mas sua proposta foi derrotada por 55,44% de votos contra.

A participação entre os 52 mil funcionários da Air France foi elevada, de 80,33%, apontou Janaillac, que pediu demissão depois de quase dois anos na presidência executiva do grupo, situado entre os dez maiores do mundo em milhões de passageiros transportados.

O anúncio da demissão coincide com a divulgação de preocupantes resultados do primeiro trimestre de 2018, nos quais a Air France-KLM aumentou suas perdas até os 269 milhões de euros, assolada particularmente pelas greves na companhia aérea.

"Espero que, a partir de agora, a Air France saiba encontrar os meios para se recuperar", afirmou Janaillac.

Desde 22 de fevereiro, quando explodiu o conflito entre a direção e os trabalhadores, a Air France acumulou 13 dias de greves.

Em comunicado, o Governo francês, que administra 14,30% das ações do grupo pertencente ao Estado, exaltou "a coragem" de Janaillac, assim como "o trabalho de recuperação" que realizou nos dois anos que esteve à frente da companhia.

O Executivo disse que corresponde ao Conselho de Administração a forma de "sair da crise atual" e pediu "senso de responsabilidade a cada um" para que a companhia prossiga com seu desenvolvimento em um mercado "muito competitivo".

O Estado francês é o maior acionista individual do grupo, à frente da Delta Airlines e da China Eastern Airlines, ambas com 8,80%, dentro de um conjunto de acionistas.

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