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Argentina inicia negociações para obter empréstimo do FMI e atenuar crise

Washington, 9 mai (EFE).- O ministro da Fazenda da Argentina, Nicolás Dujovne, começou nesta quarta-feira em Washington a negociar com o Fundo Monetário Internacional (FMI) um empréstimo para enfrentar a crise gerada pela forte desvalorização do peso.

Dujovne vai se reunir ainda hoje com o diretor para o Hemisfério Ocidental do FMI, Alejandro Werner, e amanhã será recebido pela diretora-gerente da instituição, Christine Lagarde.

A delegação argentina em Washington tentará definir o valor do empréstimo, que os analistas estimam ser de US$ 30 bilhões, e também a modalidade de crédito.

Entre as opções está a Linha de Crédito Flexível (FCL), considerada a menos exigente já que não exige condições ou estabelece revisões do FMI para realizar os sucessivos repasses, e o Acordo Stand-by (SBA), o mais habitual, que, no entanto, contempla uma maior intervenção da instituição nas políticas econômicas do país.

A visita de Dujovne ocorre um dia depois de o presidente da Argentina, Mauricio Macri, ter anunciado que começou a negociar com o FMI para obter apoio financeiro e assim evitar uma nova crise.

"As condições mundiais estão cada vez mais complexas por vários fatores: as taxas de juros estão subindo, o petróleo, há desvalorização dos países emergentes, e outras variáveis que nós não controlamos", explicou Macri ao justificar a decisão.

O anúncio foi feito depois de o peso não reagir às medidas tomadas pelo Banco Central da Argentina, que reajustou as taxas de juros do país em três oportunidades na semana passada, chegando a 40%, para tentar conter a desvalorização da moeda frente ao dólar.

Em março, Lagarde fez uma visita oficial a Buenos Aires e disse estar impressionada com as reformas promovidas por Macri.

As últimas previsões divulgadas pelo FMI em abril indicam que o Produto Interno Bruto (PIB) da Argentina irá crescer 2% neste ano. A inflação projetada é de 19,2%, quatro pontos percentuais acima das projeções do governo de Macri.

A relação da Argentina com o FMI é bastante tortuosa. Depois de fazer empréstimos ao país durante profunda crise na década de 1990 e no início dos anos 2000, a instituição foi criticada pelas duras condições exigidas para repassar o dinheiro.

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