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Paquistão diz que saída dos EUA do acordo prejudicará valor do diálogo

Islamabad, 9 mai (EFE).- O governo do Paquistão advertiu nesta quarta-feira que a retirada dos Estados Unidos do acordo nuclear entre o Irã e seis grandes potências vai abalar a confiança no diálogo e na diplomacia e pediu que os envolvidos garantam a sua continuidade.

"Rescindir arbitrariamente tais acordos prejudicará a confiança no valor do diálogo, na diplomacia das relações internacionais e na resolução pacífica de disputas", alertou o Ministério de Relações Exteriores em comunicado.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou ontem a retirada do seu país do Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA).

De acordo com a nota, o Paquistão considera que este tipo de pacto é "sagrado", por isso "espera que todas as partes encontrem uma forma para a sua continuidade, especialmente quando a Agência Internacional de Energia Atômica verificou em várias ocasiões o cumprimento do Irã".

Este tratado, negociado durante quase dois anos entre o Irã e seis potências - Estados Unidos, Rússia, China, França, Reino Unido e Alemanha -, prevê grandes limitações ao programa nuclear iraniano para evitar o desenvolvimento de armas atômicas. Em troca destas restrições, que duram entre 10 e 25 anos, as potências mundiais suspendem parte das sanções contra o Irã.

Trump, que desde o início, inclusive antes de ser presidente, foi contra o JCPOA, diz que o Irã é um regime que, no fundo, nunca renunciou ao desejo de ter armas nucleares. Alguns especialistas opinam que a ruptura do JCPOA por parte dos Estados Unidos e a reinstalação de sanções buscam castigar a economia iraniana para forçar uma mudança de regime no país persa.

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