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Trump diz a Trudeau que quer chegar "rápido" a um acordo sobre Nafta

Washington, 14 mai (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira ao primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, que quer chegar "rápido" a um acordo sobre um novo Tratado de Livre-Comércio da América do Norte (Nafta).

A Casa Branca informou em comunicado da conversa entre Trudeau e Trump, que aconteceu em um momento no qual as negociações entre os três países signatários (EUA, México e Canadá) seguem sem chegar a um bom termo, apesar de encontrar-se na reta final.

Durante a conversa telefônica, Trump destacou a "importância de chegar rápido a um acordo", segundo detalhou a Casa Branca em comunicado.

As equipes técnicas dos três países voltaram hoje a Washington para continuar com as negociações, que na semana passada foram especialmente intensas.

Concretamente, na semana passada, as reuniões estiveram protagonizadas pelo representante de Comércio Exterior americano, Robert Lighthizer; a ministra de Relações Exteriores canadense, Chrystia Freeland; e Ildefonso Guajardo, secretário de Economia mexicano.

Os negociadores estão tentando avançar na complexa lista de temas a tratar, especialmente no setor automotivo, no qual os EUA exigem o aumento da porcentagem de autopeças que deveriam ser americanas, algo ao que se opõem os seus vizinhos.

Além disso, Washington também pede um aumento dos salários no México para equipará-los com os custos trabalhistas nos Estados Unidos.

Questionado hoje em um evento em Washington, o secretário de Comércio, Wilbur Ross, se mostrou pessimista e disse que nenhum dos "grandes temas importantes" foi resolvido por enquanto.

No mesmo tom se pronunciou o diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca, Larry Kudlow, que expressou dúvidas sobre a possibilidade de alcançar um acordo em declarações ao jornal "Politico".

"Não sei se vamos conseguir um acordo. Você está falando com um cara que é otimista, um guerreiro feliz, mas como nos encontramos agora, eu não sei", afirmou hoje Kudlow.

Os funcionários dos três países reconheceram que o calendário político, com eleições presidenciais no México em julho e legislativas em novembro nos Estados Unidos, acrescentaram pressão às conversas e situam agora a data limite em meados de maio.

Na semana passada, o presidente da Câmara de Representantes, Paul Ryan, fixou o dia 17 de maio como última data disponível para que o Legislativo dos EUA receba um texto e este possa ser submetido à consideração pelo Congresso como requer o processo antes de ser ratificado.

Alheio à contagem regressiva pareceu estar até agora o próprio Trump, que na semana passada continuou dando mostras de ceticismo sobre a possibilidade de um acordo para modernizar o pacto em vigor desde 1994.

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