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EUA sancionam governador do Banco Central do Irã por financiar o Hezbollah

15/05/2018 13h45

Washington, 15 mai (EFE).- O Departamento do Tesouro dos EUA impôs nesta terça-feira sanções contra o governador do Banco Central do Irã, Valiollah Seif, por "canalizar de maneira encoberta" milhões de dólares ao grupo islamita libanês Hezbollah.

"É espantoso, mas não surpreendente, que o funcionário bancário de mais alta categoria do Irã conspire com a Guarda Revolucionária Islâmica para facilitar financiamento a grupos terroristas como o Hezbollah, e solapar qualquer credibilidade para proteger as integridade da instituição como governador", disse Steven Mnuchin, secretário do Tesouro, em comunicado.

A nota do governo americano acusou Seif de "canalizar de maneira encoberta" milhões de dólares para "financiar a agenda violenta e radical" do Hezbollah.

A medida acontece uma semana depois que o presidente americano, Donald Trump, anunciou a saída dos EUA do pacto internacional assinado em 2015 junto com outras cinco potências (China, Rússia, Alemanha, a França e o Reino Unido) para deter o programa nuclear iraniano, e a reimposição de sanções econômicas contra o Irã.

Mnuchin ressaltou, além disso, que os "EUA não permitirão o crescente e desavergonhado abuso do sistema financeiro do Irã" e por sua vez pediu à "comunidade global que permaneça vigilante perante os esforços iranianos para oferecer apoio financeiro aos seus parceiros terroristas".

Além disso, também foi alvo de sanções Ali Tarzali, diretor assistente de Departamento Internacional do Banco Central do Irã; e o banco com sede no Iraque, Al-Bilad Islamic Bank, por respaldar as operações com Hezbollah.

Estas sanções se somam às impostas na semana passada a uma rede, operacional nos Emirados Árabes Unidos (EAU) e no Irã, dedicada ao fornecimento de centenas de milhões de dólares à Força Quds da Guarda Revolucionária iraniana.

Com a retirada do pacto nuclear, Washington outorgou um prazo de entre 90 dias e 180 dias para que as empresas com relações comerciais com o Irã concluam as mesmas.

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