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Inflação na Argentina chega a 2,7% em abril e acumula 9,6% em 2018

Buenos Aires, 15 mai (EFE).- O IPC (Índice de Preços ao Consumidor) na Argentina subiu até 2,7% em abril, na comparação ao mês anterior e acumula um aumento de 9,6% neste ano, informou nesta terça-feira (15) o Indec (Instituto Nacional de Estatística e Censos).

Os preços subiram 25,5% no mês passado em termos anualizados, em comparação com abril de 2017.

Para efeito de comparação, O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que mede a inflação oficial no Brasil, foi de 0,22% em abril. No acumulado de um ano, a inflação brasileira está em 2,76%.

No meio da forte desvalorização que o peso registrou nas últimas semanas, o IPC acumulado nos quatro primeiros meses do ano vai se aproximando da meta de inflação de 15% estabelecida pelo governo para todo 2018, que segundo diversos analistas não será cumprida.

O avanço dos preços em abril se deveu, em maior medida, aos fortes aumentos dos preços regulados dos serviços públicos, os conhecidos como "tarifaços" na água, na eletricidade, no gás e outros combustíveis, que variaram 51% no cálculo anualizado, 13,9% no acumulado no ano e 8% em relação ao mês anterior.

Para 2018, o Banco Central da Argentina tinha fixado inicialmente uma meta de inflação de 10%, com uma variação para cima ou para baixo de dois pontos percentuais, mas em dezembro do ano passado o governo anunciou que havia decidido aumentar esse objetivo até 15%.

As polêmicas altas nas faturas dos serviços públicos --que o Executivo defende como necessárias para incrementar o investimento no setor energético após anos de tarifas estancadas-- são um dos fatores que mais causam impacto nos preços, embora o Executivo tenha reiterado em várias ocasiões que os dados de maio melhorarão porque esses aumentos terão acabado.

No entanto, o governo já alertou que a abrupta queda do peso das últimas duas semanas, que levou o presidente Mauricio Macri a negociar um crédito com o FMI (Fundo Monetário Internacional), também acabará elevando a inflação.

Os preços ao consumidor acumularam em todo 2017 um aumento de 24,8%, quase oito pontos percentuais a mais que a meta de 17% estabelecida para aquele ano pelo Banco Central argentino.

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