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Cazaquistão inaugura Fórum Econômico Astana para debater tendências mundiais

17/05/2018 08h55

Por James Russo.

Astana, 16 maio (EFE).- O Cazaquistão inaugurou nesta quinta-feira uma cúpula econômica de três dias onde reconhecidos políticos, cientistas e analistas interpretarão as tendências mundiais e preverão como estas afetarão o mundo, e o lugar do Cazaquistão nele.

"O mundo está mudando em uma velocidade incrível e mais uma vez está em uma bifurcação. Onde girar depende do que a humanidade espera: uma era de prosperidade ou um período de estagnação", disse o presidente cazaque, Nursultan Nazarbayev, durante a abertura do 11º Fórum Econômico Astana: Cúpula de Desafios Globais (AEF, na sigla em inglês).

Cerca de 450 políticos, cientistas, economistas, jornalistas e outros profissionais de 24 nacionalidades participarão de quase cem sessões e mesas-redondas programadas para hoje e amanhã e se reunirão no sábado para conversas a portas fechadas.

Entre os oradores estarão o co-fundador da Apple Steve Wozniak, o ex-presidente francês Francois Hollande, o ex-secretário geral da ONU Ban Ki-Moon, o físico e futurólogo Michio Kaku e o ex-economista chefe da Goldman Sachs e criador do acrônimo Brics, Jim O'Neil.

Cerca de 5.000 delegados de 80 países se inscreveram para escutar os debates de dezenas dos melhores pensadores e a elite profissional sobre as tendências econômicas mundiais com vistas ao desenvolvimento sustentado.

O fórum abordará 11 temas de economia global como são: Economia Unificada, Estratégia global, Urbanização, Sustentabilidade, Energia limpa, Singularidade, Mundo digital, O futuro do dinheiro, Segurança global, Uma nova humanidade e Longevidade.

Os organizadores de AEF disseram que a Cúpula de Desafios Globais se tornará em um elemento-chave do processo de tomada de decisões estratégicas da nação centro-asiática nos próximos anos.

Reuniões como a AEF são parte da estratégia 2050 elaborada por Nazarbayev, um projeto que buscar colocar o país entre as 30 economias mais importantes do mundo.

As autoridades cazaques dizem que o país deveria manter uma taxa de crescimento do PIB estável de ao redor do 5% para atingir esse objetivo.

Ao perceber que o país não pode confiar unicamente na venda de suas enormes reservas de petróleo, gás e minerais para chegar lá, se estabeleceu um novo curso de ação.

Isso inclui, entre outras medidas, uma economia mais diversificada, privatizações, reformas democráticas, um setor de energia em baixa, uma gestão de cultivos melhorada e a recente criação do Centro Financeiro Internacional de Astana com um marco legal e regulador especial baseado no direito consuetudinário inglês.

O Cazaquistão também aderiu a uma política de diplomacia de múltiplos vetores, que lhe permitiu cultivar boas relações com países e blocos de todos os pontos cardeais.

E a ex-república soviética o fez ao mesmo tempo que insistiu em que continua sendo uma entidade soberana, como foi demonstrado no seu histórico de voto como membro não permanente no Conselho de Segurança da ONU.

Mas o nono maior país do mundo, de apenas 18 milhões de pessoas, vai precisar de todas as peças do quebra-cabeças para que a Estratégia 2050 seja um sucesso.

E assim, eventos como a Cúpula de Desafios Mundiais da AEF permitem ao Cazaquistão se aproximar das histórias de sucesso, o conhecimento e a experiência dos visionários e a elite mundial que necessita para se assegurar que nenhuma dessas peças se perca no caminho.

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